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Ontem lá no Bar do João, em Santa Lúcia, Vitória (ES),
serpentário de professores, jornalistas, intelectuais e
demais mentirosos da área, alguém perguntou:
- E se, de repente, o povo brasileiro se cansar
de carregar a cruz e pegar o trezoitão, hem?
Problemas com o provedor da radiola
& com a globo.com (porra nenhuma). *
Havia o calendário Pirelli e agora há o calendário Cofanifunebri... - Se há mulheres sexys ao lado de pneus por que não ao lado de... caixões?
É a pergunta do diretor de marketing dessa funerária romana.
Em http://www.cofanifunebri.com
Não deixe de ver o calendário 2008 na seção Cofanifunebri Mania.
A música na radiola é Sambou, Sambou,
de João Donato & João Mello
"Sambou sambou não descansou
Ficou zangada quando o dia clareou
Eu nunca vi sambar assim
Gosta de samba muito mais do que de mim
Sambou sambou não descansou
Ficou zangada quando o dia clareou
Eu nunca vi sambar assim
Gosta de samba muito mais do que de mim
Quando ouviu bater o tamborim
Não quis mais saber de chá chá chá
Pra rock twist ela diz não
Porque gosta mesmo é de sambar
Sambou sambou não descansou
Ficou zangada quando o dia clareou
Eu nunca vi sambar assim
Gostar de samba muito mais do que de mim
Sambou sambou ou
Sambou ô ô ô ou ô
Sambou sambou ô
Sambou ô ô ô ou ô"
Arranjo, Piano e Fender Rhodes - João Donato vocal - Joyce Bateria - Robertinho Silva Baixo - Luiz Alves Percussão - Sidinho Teclado - Donatinho Sax - Ricardo Pontes Trompete - Jessé Sadoc
Uma pesquisa do instituto americano Gallup mostra que
61% dos brasileiros não estão satisfeitos com os esforços
do governo para atenuar os problemas da população mais pobre,
informa o blog do Josias de Souza, da Folha Online.
Adaptação de uma trovinha da minha época de garoto *:
- Não se amedrontem, o povo brasileiro amanheceu melhor:
morreu ontem.
A música no vídeo é Vento Bravo,
de Edu Lobo & Paulo César Pinheiro, com
Mauro Senise - sax soprano
Gilson Peranzzetta - arranjo e piano
Paulo Russo - contrabaixo
Ivan "Mamão" Conti - bateria *
(*) Acir Vidal, editor do blog.
Vento Bravo
( Edu Lobo / Paulo César Pinheiro)
Era um cerco bravo, era um palmeiral,
Limite do escravo entre o bem e o mal
Era a lei da coroa imperial
Calmaria negra de pantanal
Mas o vento vira e do vendaval
Surge o vento bravo, o vento bravo
Era argola, ferro, chibata e pau
Era a morte, o medo, o rancor e o mal
Era a lei da Coroa Imperial
Calmaria negra de pantanal
Mas o tempo muda e do temporal
Surge o vento bravo, o vento bravo
Como um sangue novo
Como um grito no ar
Correnteza de rio
Que não vai se acalmar
Se acalmar
Vento virador no clarão do mar
Vem sem raça e cor, quem viver verá
Vindo a viração vai se anunciar
Na sua voragem, quem vai ficar
Quando a palma verde se avermelhar
É o vento bravo
O vento bravo
Como um sangue novo
Como um grito no ar
Correnteza de rio
Que não vai se acalmar
Que não vai se acalmar
Que não vai se acalmar
Que não vai se acalmar
Que não vai se acalmar.
Em plena viagem, e em meio aos “livros de”, sou quase atropelado na Libreria del Cinema, em Roma, pelo dvd de “Il Sorpasso”: súbita ultrapassagem. Tudo a ver. Ou a rever. Principalmente agora, após a leitura de um dos contos do ótimo Cybersenzala (Ed. Brasiliense, 2006), de Jair Ferreira dos Santos. Ali, desconfio que meu amigo paranaense andou trocando as bolas ao citar uma das (ultra)passagens, possivelmente a mais famosa, do filme de Dino Risi. Na verdade, o feroz bate-coxa de Bruno (Vittorio Gassman) na cena antológica da dança na boate não é com sua filha Lili (Catherine Spaak), mas com Gianna (Luciana Angelillo), a mulher do Comendador com quem ele mantinha atabalhoadas negociações. Volto assim a Il Sorpasso, não só para – “modestamente” – confirmar minha suspeita, bingo!, como pelo prazer de rever momentos marcantes de um filme que adoro. Um filme que ficou, desde que o vi no velho Cinema do Seu Nelo, na Cataguases do início da década de 1960. E ficou mesmo quando em constante movimento – orquestrado a cada fotograma pelo maestro Gassman, “Aquele que sabe viver”, como o filme seria conhecido no Brasil.
Pelo que sabe viver e por seu regista. Um dos mais prolíficos diretores da commedia all´italiana, ele realizou entre outros os filmes Poveri ma belli, Una vita difficile, Profumo di donna (com um Gassman arrasador no papel do cego, vivido depois por Al Pacino) e Il nuovi mostri. Teve amantes famosas, de Anita Ekberg a Alida Valli. Há treze anos não filma, há trinta e três vive isolado em Roma, há três tornou-se escritor (I miei mostri, Mondadori). Programou morrer no ano 2000. “Estou ganhando quatro anos”, disse em 2004. Mais quatro, até agora. Ele é Dino Risi (Milão, 1916), o roteirista e diretor de Il Sorpasso/Aquele que sabe viver. Pioneiro dos chamados road-movies – na verdade, Il Sorpasso (Milão, 1962) significa “A ultrapassagem” –, este é um dos filmes emblemáticos da explosão da commedia all´italiana naquela década.
Grande sucesso de bilheteria – e desde o início “bafejado pela sorte”, como disse Risi – Il Sorpasso, inspirou, segundo o diretor italiano, até mesmo o mitológico Easy Rider (“Sem destino”, 1969), de Dennis Hopper. Interessante notar que na América o filme de Dino Risi foi intitulado “The Easy Life”. Mais interessante ainda: a expressão “easy rider”, que dá nome ao filme de Hopper (com roteiro de Hopper, Peter Fonda e Terry Southern), pode ser atribuída também ao homem sustentado pela “namorada-que-namora-no-atacado”. Vamos dizer, o proxeneta e sua “prima-piranha”. O personagem Bruno Cortoni, vivido – e como! – por Vittorio Gassman, não chega a tanto. Mas derrapa (“modestamente”, é claro!) em sinuosas curvas femininas nas suas sucessivas e incorretíssimas ultrapassagens filme afora. Numa delas, como agora, minha atenção é cortada abruptamente pela capa do dvd – a imagem de Gassman ao volante de seu Lancia conversível, Trintignant a tiracolo, quase me atropelando na Libreria del Cinema, em pleno Trastevere.
Il Sorpasso é Vittorio Gassman (Gênova, 1922; Roma, 2000) em seu esplendor. É o jovem talento de Jean-Louis Trintignant. É o sacadíssimo roteiro de Ettore Scola, Ruggero Maccari e do próprio Risi. É o brilho dos diálogos, também escritos por Scola. É a trilha sonora de Riz Ortolani, com direito a “Quando, quando, quando” na voz de Emílio Pericoli. A “St. Tropez Twist”, “Don’t Play that song (You Lied)” e “Per un attimo”, tudo com Peppino di Capri. A “Vechio Frak” de e com Domenico Modugno. E a “Pinne Fucili Occhiali” e “Guarda come Dondolo”, as duas canções da dupla Rossi-Vianello, na voz de Edoardo Vianello. Principalmente a última, que marca o ritmo saltitante daquela Itália que se industrializava, tutti quanti se retorcendo ao som-twist dos anos 1960. É também muito da beleza então adolescente de Catherine Spaak, a valer mais que um parágrafo.
Em 1965, durante o Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, eu e meu saudoso amigo, o cineasta baiano Olney São Paulo, fumávamos no foyer do Cine Bruni-Copacabana quando vimos ganhar literalmente todo "o mar da locação” uma jovem de longos cabelos negros, pele dourada e belíssimo porte, que adentrou a sala com seu mover sinuoso e a autoridade de um transatlântico. Do casco ao portaló, do verniz dos sapatos ao frufu do vestido, ela era toda uma viagem em vermelho. Nunca mais me esqueci dessa imagem de Catherine Spaak assim, vivaz e carmesim. E tão perto passou que eu e Olney sentimos a sua, vamos dizer, fragância – esse aroma a recender de cada poro e que só emana de animais magníficos e em toda a sua plenitude. Entramos para a sessão e Catherine sentou-se na fileira à nossa frente, o que me deixou particularmente perturbado, pois não sabia se adivinhava o esplendor da nuca por detrás de seus cabelos ou se me concentrava nas imagens de “Simão do Deserto”, o filme de Luis Buñuel que estava sendo projetado.
Na fileira de trás, a mexicana Silvia Pinal, protagonista desse e de outros filmes de Buñuel, cuja imagem eu via agora na tela, tentava explicar num “mexicanenglish” a Lucynna Winnicka, a “Madre Joana dos Anjos” (Matka Joanna od Anioláw, Polônia, 1961) de Jersy Kawalerovicz, o que se passava na tela, pois o filme, falado em espanhol e sem legendas, era incompreensível para a bela atriz polonesa. Lá pelas tantas, la Pinal – que me pareceu não gostar muito do filme que protagonizara – saiu-se com esse arroubo inesperado: “Buñuel hoje não é mais o mesmo. Você precisa ver a beleza dos filmes realizados pelos jovens cineastas mexicanos!”. Virei pro Olney e sorrimos, meio espantados com a tolice da falastrã.
Até hoje, lá se vão mais de 40 anos, não consegui saber desses jovens cineastas mexicanos e de seus filmes maravilhosos. Silvia Pinal perturbou toda a sessão, com suas explicações desnecessárias (imagem não carece de palavreado) e suas traduções capengas. A voz de la Pinal vinha direto aos nossos ouvidos. Os cabelos de la Spaak, à frente, a encobrir a nuca insondável. Na tela, Buñuel a apresentar uma Silvia travestida de colegial, nada a ver com a voz irritante que me chegava ao fundo. Sons e imagens em conflito: “Simão do Deserto” é para mim, até hoje, o mais impenetrável dos filmes de Luis Buñuel. Pudera.
Fui então “ultrapassado”, por Catherine Spaak, uma bela macchina ao vivo e em vermelho. Mas voltemos a Il Sorpasso, antes que acabe meu espaço. Spaak à parte, o filme é principalmente aquele que sabe viver, o folgazão Bruno Cortono (o vulcão Gassman, muito “gás/man”), ao volante de um turbinado Lancia Aurelia Spyder easy rider entre as estradas de Roma e da Toscana. A seu lado, o jovem carona-forçado, o mais que tímido estudante Roberto Mariani (Trintignant, retraído e cativante). No painel, um lance hilário: uma pequena foto de uma sorridente Brigitte Bardot com a legenda: “Seja prudente, eu te espero em casa.” Gassman mostra a foto e fala: “Bela ragazza, hein!”. Como se dissesse, ao ritmo da música, “olha como balanço”. Rapaz, guarda come dondolo. Na próxima coluna, o próprio Dino Risi conta como encontrou em Vittorio Gassman o seu personagem perfeito. Vejo Gassman a viver: “Ragazzo, olha como ultrapasso”.
(*) Ronaldo Werneck, jornalista e poeta, é mineiro de Cataguases.
Nos EUA, um cidadão de Utah, Mark Easton, reclamou na prefeitura l
ocal que acasa que o seu vizinho havia construído diante da dele era
50 cm mais alta do que a norma permitia e que, por isso, destruía a
visão das belas montanhas.
A prefeitura então ordenou ao vizinho que corrigisse a construção,
50 cm mais baixa.
Meses depois a prefeitura recebeu novamente uma outra queixa de Mark
Easton reclamando que, ao reconstruir, o vizinho havia colocado novas
janelas que ele realmente não apreciava.
O pessoal da prefeitura resolveu ir ao local para averiguar, e fez as
fotos que você vê aqui...
Ontem lá no Bar do João, em Santa Lúcia, Vitória (ES),
serpentário de professores, jornalistas, intelectuais,
profissionais liberais e demais mentirosos da área,
alguém comentou sobre o governo do VOSSO GUIA:
- O governo do presiMENTE Lu//a é tão transparente
que até os "intestinos do poder" estão à mostra.
Uma vez, num vilarejo, apareceu um homem anunciando
aos aldeões que compraria macacos por $10 cada.
Os aldeões sabendo que havia muitos macacos na região,
foram à floresta e iniciaram a caça aos macacos. O homem
comprou centenas de macacos a $10 e então os aldeões
diminuíram seu esforço na caça.
Aí, o homem anunciou que agora pagaria $20 por cada macaco
e os aldeões renovaram seus esforços e foram novamente à caça.
Logo, os macacos foram escasseando cada vez mais e os
aldeões foram desistindo da busca. A oferta aumentou para
$25 e a quantidade de macacos ficou tão pequena que já
não havia mais interesse na caça.
O homem então anunciou que agora compraria cada macaco
por $50! Entretanto, como iria à cidade grande, deixaria seu
assistente cuidando da compra dos macacos.
Na ausência do homem, seu assistente disse aos aldeões:
"Olhe todos estes macacos na jaula que o homem comprou.
Eu posso vender por $35 a vocês e quando o homem retornar
da cidade, vocês podem vender-lhe por $50 cada.
Os aldeões, espertos, pegaram todas as suas economias e
compraram todos os macacos do assistente.
Eles nunca mais viram o homem ou seu assistente, somente
macacos por todos os lados.
Agora você entendeu como funciona o mercado de ações.
VOSSO GUIA esteve ontem no Rio inaugurando um posto
de saúde no Bairro Araújo, em Campo Grande. Lá pelas tantas,
diante de tão seleta audiência, VOSSO GUIA afirmou que, quando o poder
público se omite, “a bandidagem toma conta”.
Estavam ao lado de VOSSO GUIA, o senador-pastor Marcelo Crivella (PRB),
da Universal do Reino de Deus; o milionário presidente da Assembléia
Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani (PMDB), que já foi flagrado
por uso de trabalho escravo em uma de suas fazendas; o deputado estadual
Natalino Guimarães (DEM) e o vereador Jerominho (PMDB), que além de
irmãos são suspeitos de comandarem as milícias na zona oeste carioca. *
Num bar, o sujeito encontra uma bela morena, amiga de sua mulher.
Ela chega toda insinuante perto dele e diz:
- Posso fazer uma pergunta?
- Claro!
- Fazer sexo a três está entre as suas fantasias?
E o homem, empolgado:
- Claro!
A mulher diz:
- Então corra para a sua casa que talvez ainda dê tempo...
(*) Tiãozinho, percussionista da Escola de Samba Unidos de Jucutuquara,
Tricampeã do Carnaval de Vitória (ES), em 2008.
Um urso koala estava sentado numa seringueira, curtindo um baseado.
Uma lagartixa passava e,olhando para cima, disse:
- E aí , Koala, beleza?
O que você está fazendo?
O koala disse:
- Queimando um baseado.
Suba aqui e dê uns tapas!
Assim foi que a lagartixa subiu na seringueira e
sentou-se ao lado do koala, curtindo alguns baseados.
Após algum tempo, a lagartixa disse que a boca dela
estava 'seca' e que ela iria tomar água no rio.
A lagartixa estava tão chapada que ela se inclinou muito e caiu no rio.
Um jacaré viu ela cair e nadou até ela, ajudando-a a subir na margem.
Depois ele perguntou:
- Qual é a sua, lagartixa? O que aconteceu?
A lagartixa explicou que ela estava curtindo um baseado
com o koala numa seringueira, ficou chapadona e caiu
no rio enquanto tomava água.
O jacaré disse que precisava verificar esta história e,
entrando na floresta, encontrou o koala sentado num galho,
acabando de puxar um baseado.
O jacaré olhou para cima e disse:
- Ei! Você aí em cima!'
O koala olhou para baixo e disse:
- PUTA-QUE-PARIU, malucoooo!!!
Quanto de água você bebeu?!!
Outro dia conversava com um amigo sobre “canais de recepção”. Se me faço entender, o assunto nada tinha a ver com conexões eletrônicas, televisão, internet, celular. Falávamos de nossas habilidades para apreender/captar o mundo. Não fugindo à regra do “ser masculino”, ele me disse que absorve a vida através do olhar. Como bom voyeur, está sempre ligado na sedução das imagens que alimentam seu imaginário. Não foi à toa que Baudelaire escreveu o poema “A une passante”, dedicado a uma mulher desconhecida que lhe cruzara o caminho. A “Garota de Ipanema”, de Tom e Vinicius, é novamente o voyeurismo do macho revivenciado no trópico.
“Um tom pra cantar/um tom pra falar/um tom pra viver/ um tom para a cor/um tom para o som/ um tom para o ser”, canta Caetano. Minha percepção do mundo se dá pelo som. Música pra mim tem cheiro, sabor, forma, cor e perfume. Tatuei no ombro esquerdo um violão azul e no punho direito uma clave de sol para que a música fique eternizada na memória de meu corpo.
A relação entre som e cor me instiga desde os tempos em que passava as tardes na casa do meu saudoso amigo, o pintor Dnar Rocha. Ele pedia-me para que cantasse e tocasse qualquer canção que me batesse forte enquanto ia misturando as tintas e elaborando os primeiros traços de um novo trabalho. Apaixonado por Orlando Silva, Dnar adorava me contar as histórias do cantor das multidões. Em algumas ocasiões aparentava certa nostalgia, mas antenado que era não deixava passar incólume por seu humor cáustico tudo o que invadia seus olhos e ouvidos. “Daniela, eu vi no mapa um lugar chamado Batatais, gostei do nome, tô pensando em me mudar pra lá.”
Uma saudade do Dnar tomou conta de mim quando recentemente visitei no Paço Imperial, no Rio, a exposição “A imagem do som do samba”. Artes visuais e música se unem sob o olhar de oitenta artistas plásticos que fazem leituras de oitenta sambas. Esse trabalho dialógico é original em seu caráter inventivo. Composições esquecidas ou cristalizadas no inconsciente coletivo, como “Ai, que saudade da Amélia!”, de Ataulfo Alves e Mário Lago, ganham interpretações revigoradas.
Devido ao inesperado da visita, não carregava minha máquina fotográfica. Para não perder as imagens fui anotando no caderninho alguns detalhes das obras correspondentes às canções que mais me sensibilizavam. Ao lado de cada tela, foto ou instalação havia um fone para que o visitante participasse com todos os seus sons e sentidos.
Essa exposição é o prolongamento de outras realizadas com a mesma proposta. Caetano Veloso, Tom Jobim, Chico Buarque e Gilberto Gil tiveram antes seus versos e melodias viradas do avesso. A riqueza da obra desses artistas possibilitou uma multiplicidade de olhares. A predominância do foco na questão urbana, como é o caso de Chico Buarque, não impediu que despontassem interpretações absolutamente distintas.
Em “A imagem do som do samba” optei por seguir fielmente o trajeto delimitado pelos curadores. Fui ouvindo as canções na seqüência da disposição espacial das obras. Uma das interpretações que mais me chamou atenção foi a de Irene Peixoto. A artista imprimiu sua marca na leitura de “Mora na filosofia”, de Monsueto e Arnaldo Passos: “Mora na filosofia pra que rimar amor e dor/ Se seu corpo ficasse marcado/ por lábios ou mãos carinhosas/ eu saberia (ora vá mulher)/ a quantos você pertencia/ Não vou me preocupar em ver/ seu caso não é de ver pra crer: ta na cara...” Irene apresenta a foto de um homem nu em posição fetal repleto de carimbos com frases de filósofos e imagens de posições sexuais. A interpretação de Caetano ganha em pulsação erótica na obra que sobrepõe pensamentos e corpos em cópulas sobre o corpo que nasce.
A exploração do tema amoroso é constante na maior parte dos trabalhos, o que não foge à regra da história do cancioneiro nacional. Amores impossíveis, relacionamentos desfeitos, brigas, lágrimas, uniões, um carnaval de dor e prazer contamina o universo dos nossos sambas. É notável a maneira como esses artistas tentam fugir do lugar comum, “A voz do morro” de Zé Kéti é revista sob a ótica da violência conforme representa a metralhadora fotografada por Rodrigo Lopes: “Eu sou o samba/ A voz do morro sou eu mesmo sim senhor/Quero mostrar ao mundo que tenho valor/ Eu sou o rei dos terreiros/ Eu sou o samba sou natural aqui do Rio de Janeiro/ Sou eu quem leva alegria para milhões/ De corações brasileiros”.
Heloísa Faria brinda a alegria tropical de “Brasil Pandeiro” (Assis Valente) interpretada pelos Novos Baianos. Abusando do kitsch, a artista enche uma taça com purpurina nas cores da bandeira nacional. Entre ondas de azul, verde e amarelo se fixa um pequeno pandeirinho que convida o espectador a entrar no ritmo: “Brasil, esquentai vossos pandeiros/ Iluminai os terreiros que nós queremos sambar”.
Caminhar pelos interstícios da subjetividade foi a opção de Jair de Oliveira ao ler “Falsa Baiana” (Geraldo Pereira) na interpretação magistral de João Gilberto: “Baiana que entra no samba e só fica parada/ Não samba, não dança, não bole nem nada/ Não sabe deixar a mocidade louca/ Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira/ Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras/ Deixando a moçada com água na boca”. Aos olhos e ouvidos de Jair a “falsa baiana” não transcende o plano imaginário – e ele expõe apenas uma cadeira vazia que o espectador ocupa com sua própria baiana imaginada.
Representação delicada leva o samba “Quantas lágrimas”, de Manacéa. A interpretação de Cristina Buarque é valorizada com o grande painel fotográfico do artista Rafael Jacinto. A obra apresenta três belas mulheres na faixa dos trinta anos com as faces avermelhadas de choro. A força da imagem elimina o ar meio passadista da canção: “Só melancolia os meus olhos trazem/ Ai, quanta saudade a lembrança faz/ Se houvesse retrocesso na idade/ Eu não teria saudade da minha mocidade”.
Vou relendo minhas anotações e tentando reconstruir imagens. Sou invadida por uma saudade intensa do Dnar. Música e artes plásticas são uma coisa só, não preciso ir a Batatais para conferir.
(*) Daniela Aragão, cantora, doutoranda em Literatura,
é mineiro de Juiz de Fora.
A música na radiola é Sweet Meat,
de Randy Weston , com :
Randy Weston (teclados);
Budd Johnson (sax tenor/soprano/clarinete);
Norris Turney (sax alto);
Billy Harper (sax tenor/flauta);
Danny Bank (sax barítono);
Jon Faddis, Ernie Royal, Ray Copeland (trompete, flugelhorn);
Julius Watkins (french horn);
Al Grey (trombone);
Jack Jeffers (trombone baixo);
Omar Clay (marimba, timpani);
Ron Carter (contrabaixo);
Rudy Collins (bateria);
Taiwo Yusve Divall ; Azzedin Weston;
Earl Williams (percussão).
Li por aí que a "atriz" e "cantora" Preta Gil, 33, estaria acionando
o Google Brasil judicialmente porque quando as pessoas procuram
por atriz gorda no Google aparece o nome Preta Gil e todas as
informações sobre a filha de Gilberto Gil, "o ministro em causa própria". *
- Um dia o primeiro patife encontrou
o primeiro idiota e criou o primeiro deus.
( Millôr Fernandes )
Os bancos aumentaram fortemente as taxas de juros cobradas em janeiro,
aponta relatório do Banco Central. Em um mês, a taxa média subiu 3,5 pontos
percentuais, de 33,8% para 37,3%.
O aumento interrompe uma trajetória predominantemente de queda verificada
ao longo de 2007. A taxa média praticamente voltou ao mesmo patamar de
maio do ano passado (37,2%).
No caso da taxa de juros sobre o cheque especial, houve um salto de 6,9 pontos percentuais em janeiro, para 145% ao ano.
A taxa de juros ao consumidor também verificou aumento no primeiro mês
de 2008. A alta foi de 4,9 pontos percentuais, atingindo 48,8% ao ano.
O chamado "spread" bancário (ganho dos bancos com a diferença entre
o custo de aplicação e o custo de captação) foi outro indicador que subiu
consideravelmente, de 127,7% em dezembro de 2007 para 134,7% no mês seguinte.
- Glória Maria, 64 anos, assumiu o namoro com Bernardo Langlott,
25 anos, na festa de aniversário de Regina Martelli, neste domingo,
informou o colunista Bruno Astuto, no jornal O Dia.
Após deixar Fantástico, Glória Maria contou quais são seus planos
e alfinetou a apresentadora Renata Ceribelli em entrevista.
O rapaz é filho de donos de uma joalheria, mora na Barra da Tijuca,
no Rio de Janeiro, e está no último período da faculdade de psicologia.
A ex-apresentadora do Fantástico conheceu o novo namorado há um mês,
no Baile do Copacabana Palace. "Foi a melhor festa da minha vida,
pois eu conheci essa mulher maravilhosa", disse Bernardo ao colunista de O Dia *.
(*) Acir Vidal, editor do blog.
- E eu que pensava que somente o Galvão Bueno, aquele “gênio”,
soubesse da verdadeira idade da Glória Maria, hem?!?! *
Ontem lá no Bar do João, em Santa Lúcia, Vitória (ES),
serpentário de professores, jornalistas, intelectuais,
profissionais liberais e demais mentirosos da área,
alguém comentou sobre a ditadura cubana:
- Assistindo pela TV esses “bonecos de cera” -
Fidel, Raul Castro e outros menos “votados” - ,
fio impressionado com a animação dos discursos
deles pela TV cubana. Com eles são evoluídos em
técnicas cinematográficas, bicho!
(*) Tiãozinho, percussionista da Escola de Samba Unidos de Jucutuquara,
Tricampeã dos Carnaval de 2008 - Vitória (ES), e Bicampeão com o Flamengo pela Taça Guanabara, também em 2008.
Aparelho evita que 'vizinho' veja o 'pinto' do próximo.
Depois de um prefeito da Flórida (EUA) ter proposto colocação de portas automáticas nos banheiros públicos para impedir a pegação gay, agora os espanhóis resolveram lançar um novo aparato que conduz à mesma finalidade. Os banheiros de nome Site, coleção Oceano, da Roca, foram criados para "usuários tímidos". Eles têm uma extensão como uma aba entre um mictório e outro, que assim impedem, eles dizem, os olhares fortuitos entre os usuários. O aparelho à prova de pegação é ideal para indústrias e oficinas. Pensando bem, o WC privativo também serve para esconder complexos de usuários, agora para impedir a pegação. Olé! ( Do site Terra )
Muito interessante, no meu caso revelou que minha ignorância é muito maior
do que eu imaginava. Fiz 29.005 pontos, minha classificação foi 10.996 entre
167.832 Veja resultados no link abaixo.
Na África, todas as manhãs, o veadinho acorda sabendo que deverá
conseguir correr mais do que o leão, se quiser se manter vivo.
Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deverá correr mais do que o
veadinho, se não quiser morrer de fome.
Conclusão:
- Não faz diferença se você é veadinho ou leão,
quando o sol nascer, você tem que começar a correr.
(*) Rita Almeida Vidal, economista e professora universitária
é a musa do blog.
Você que já votou nas 7 maravilhas do mundo, nas 7 maravilhas do Rio... Chegou a vez de votar nas 7 pragas do Rio!!! Despeje seu voto e sua indignação.
Acesse o link abaixo e vote!!! Até 28 de fevereiro.
Sei que é difícil de acreditar, mas as imagens não mentem e nem é piada. Aconteceu no metrô do Porto, em Portugal. Um motorista alentejano se enganou e atravessou a ponte São Luís (no pavimento superior, exclusivo para o metrô), entrou no túnel e atravessou duas estações, só percebendo estar no 'caminho errado' ao chegar na estação de metrô dos Aliados. O motorista, que nada sofreu, apenas achou que a pista 'trepidava' muito!!! Foi filmado por todas as câmeras de segurança por onde passou! Ora pois .......*
A TV nos Estados Unidos mostrou dia desses um
exemplo do que é estar no lugar errado e na hora errada.
A fonte é a Agência Reuters. Prestem atenção nesta história maluca!!
As autoridades de combate a incêndios da Califórnia encontraram um cadáver em uma área de floresta queimada, enquanto avaliavam os estragos de um grande incêndio florestal. O falecido estava vestido com um traje completo de mergulho, mais cilindro de oxigênio, pés de pato e máscara.
A autópsia revelou que a causa da morte não foram as queimaduras,
mas sim maciças lesões internas.
O registro dental permitiu a identificação do corpo. A partir daí, iniciaram-se investigações para determinar como um mergulhador com traje completo de mergulho foi parar no meio de um incêndio florestal. Descobriram que no dia do incêndio a vítima tinha ido mergulhar em alto mar, a aproximadamente 20 milhas de distância de vôo da floresta.
Os bombeiros, procurando controlar o fogo o mais rápido possível, acionaram uma frota de helicópteros equipados com baldes enormes. Os baldes eram baixados no oceano para enchimento rápido e em seguida, eram transportados até a floresta, onde a água era despejada.
Dá para imaginar um negócio desses ??? Num momento, nosso mergulhador estava mergulhando no Pacífico e no outro, dentro de um balde de incêndio a mil pés de altitude, sendo jogado com a água sobre a floresta em chamas. *
Ontem lá no Bar do João, em Santa Lúcia, Vitória (ES),
serpentário de professores, jornalistas, intelectuais,
profissionais liberais e demais mentirosos da área,
alguém comentou a respeito do "entra e sai" no
governo de VOSSO GUIA:
- A propaganda eleitoral do presiMENTE Lu//a, ainda na campanha do primeiro mandato, mostrava um filme em que o candidato desfilava num escritório onde vários especialistas se debruçavam sobre projetos que se supunha de alta relevância. A intenção do marketeiro Duda Mendonça era passar a idéia de um governo de planos bem formulados e estratégicos. A vitória veio, mas os tais projetos não apareceram – a não ser que se queira chamar de estratégicos os retirados do escaninho do assistencialismo do tucanato.
Artista que pinta com pênis vai concorrer a prêmio máximo na Austrália.
'Pricasso' não usa pincéis convencionais.
O artista Tim Patch já pintou os retratos de Bush e da rainha da Inglaterra.
( Portal G1 )
A vaga deixada pelo senador Jonas Pinheiro (DEM), enterrado
anteontem em Santo Antônio do Leverger (MT), será o empresário
rural e grande produtor de grãos, Gilberto Flávio Goellner que tem
várias pendências com a Justiça.
Como dizia a minha falecida avó *,
"no Brasil, a Justiça é uma loteria togada".
Ontem assisti uma parte do programa político do DEM, pela TV.
Hoje, consultando dados no Ministério da Saúde, constatei que,
depois daquelas cascatas costumeiras de VOSSO GUIA durante
os Jogos Pan-Americanos de 2007, vangloriadas pelo governador
Sérgio Cabral (PMDB) e pelo prefeito César “factóide” Maia (DEM),
o Rio de Janeiro é hoje o campeão nacional da dengue, onde a situação
na cidade é a pior do que no Estado e no restante do País. *
Ontem lá no Bar do João, em Santa Lúcia, Vitória (ES),
serpentário de professores, jornalistas, intelectuais,
profissionais liberais e demais mentirosos da área,
depois de muito goró, papo entre dois amigos:
- Eu vi a foto da sua filha na coluna do Anselmo Góis,
no O Globo. Ela está muito bonita.
- Agradecido.
- Cabelos bonitos, corpo esguio, pernas torneadas,
seios pontiagudos, bunda volumosa...
- Pô, isso já está passando dos limites!
- Concordo! Aonde aquele exagero de mulher quer chegar?