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A música na radiola é Wee Dot, de
J. J. Johnson, com
Steve Turre, Robin Eubanks, Joe Alessi,
Steve Davis, Andre Heyward, Douglas Purviance (trombone);
Stephen Scott, Renee Rosnes (piano);
Peter Washington (baixo);
Victor Lewis (bateria);
Abou M'Boup ( percussão africana).
Ontem lá no Bar do João, em Santa Lúcia, Vitória - ES,
serpentário de professores, jornalistas, intelectuais,
profissionais liberais e demais mentirosos da área,
alguém, muito, muito indignado, sentenciou:
- Sabem por que o crime se organizou?
Porque já não agüentava mais os assaltos
da polícia e do governo.
Ontem à noite, de passagem por São Paulo, VOSSO GUIA voltou a falar do flagelo do desmatamento da floresta amazônica. O que era “tumor” virou uma simples “coceira. E continuou: “A notícia é uma notícia preocupante. É como se você tivesse uma coceira e você achasse que é uma doença mais grave. Por enquanto, nós temos todas as condições de controlar, de saber quem são as pessoas”, disse o presiMENTE.
Faz tempo que o hábito presidencial do disparate deixou de parecer bizarro para provocar apenas o torpor desdenhoso do tédio. Mas o despropósito lulliano vez e outra ainda causa irritação, pois transtorna as escassas chances de debate público racional, mesmo quando seu governo toma decisões corretas. *
DISCÍPULO: -Sábio Mestre, poderia me ensinar a diferença entre a pérola e a mulher?
MESTRE: A diferença, humilde gafanhoto, é que uma pérola pode-se enfiar por
dois lados enquanto numa mulher somente por um lado.
DISCÍPULO ( um tanto confuso ): Mas Mestre, longe de mim contradizer vossa himalaiana
sabedoria, mas ouvi dizer que certas mulheres
permitem ser enfiadas pelos dois lados!
MESTRE ( com um sorriso ): Nesse caso, curioso gafanhoto, não se trata de
uma mulher,mas sim de uma pérola.
- Você é a favor de colocar na cadeia homens limpos (usam até colarinho branco) e elegantes com José Dirceu, José Genoíno, Roberto Jefferson, ou prefere, como nós, continuar lutando para que sejam presos apenas elementos da pobreza abjeta?
Desenho estranho em plantação de cana-de-açúcar desperta curiosidade de moradores da região. Para o ufólogo Jorge Neri , esta seria a prova de que ovnis podem ter começado a visitar plantações no Brasil. Um fato curioso foi registrado em um canavial em Riolândia, região de Votuporanga. Em área próxima ao rio Grande, a cana foi amassada e formou um desenho estranho na plantação. Confiram no vídeo.
Um amigo deste blog, lá de Itu - SP, declarou-me que possivelmente essa turma que andou fazendo essas estranhas marcas no canavial de Riolândia, região de Votuporanga, deixou cair uma garfo perto do sítio dele. E como prova, enviou-me esta foto. Por enquanto, tudo é mistério, mas eu acho que tudo procede. Vejam a imagem. *
(*) Acir Vidal, editor do blog.
( Dê um Ctl "F5" aqui para visualizar
a descrença do Padre Quevedo )
O golpe de 64 teve como um de seus lideres o general Mourão Filho. As tropas de Minas desceram para o Rio de Janeiro sob suas ordens e iniciaram o "movimento revolucionário" que todos conhecem.
O general não conheceu o Lulla, mas, ao que tudo indica, além de seu destemor pessoal, era um profeta.
Vejam o que ele escreveu no início dos anos 70, do século passado:
- Ponha-se na Presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e 24 h depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo.
Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso.
[ Fonte: MOURÃO FILHO, Olympio. Memórias:
A verdade de um revolucionário. Porto Alegre, L&PM, 1978. ]
Situado na costa de Zadar, uma cidade da Croácia,
encontramos o Órgão do Mar, degraus cravados em rochas
que têm em seu interior um interessante sistema de tubulações que,
quando empurradas pelos movimentos do mar, forçam o ar e,
dependendo do tamanho e velocidade da onda, criam notas musicais,
sons aleatórios.
Criado em 2005 e ganhador do prêmio europeu para espaços públicos
(European Prize for Urban Public Space), o Órgão do Mar recebe turistas de várias partes do mundo que
vêm escutar uma música original que traz muita paz.
O lugar também é conhecido por oferecer um belo pôr-do-sol,
o que agrada ainda mais as pessoas que visitam a localidade.
Zadar é uma bela cidade litorânea da Croácia e foi duramente castigada durante a 2º Guerra Mundial.
A criação do Órgão é também uma iniciativa para devolver
um pouco do que o lugar perdeu com tanta destruição e sofrimento.
Veja a estrutura interna das 'escadas'.
O detalhamento das cordas e notas musicais
que somadas a energia das ondas criam sons.
As lacunas no concreto servem para o Órgão 'respirar' e também para levar os sons criados nas tubulações.
(*) Francisco Marcelo Cabral, poeta, mineiro de Cataguases,
radicado no Rio de Janeiro.
( Zé Moreira (guitarra), Joãozinho (bateria) e Kako (baixo). ( Silvana, esposa do Zé Moreira, apagando mais uma velinha ) ( De preto, Rita Almeida Vidal, a musa do blog, e amigas ) ( O locutor que vos tecla, Dani e a neta, no colo )
Ontem no Bar Caiana, em Jardim Camburi, comemoramos
o aniversário da Silvana, esposa do grande guitarrista Zé Moreira,
que fez com o seu trio mais um belíssimo show no local.
Com a casa totalmente lotada, foi uma noitada e tanto. *
Ontem lá no Bar do João, em Santa Lúcia, Vitória - ES,
serpentário de professores, jornalistas, intelectuais,
profissionais liberais e demais mentirosos da área,
alguém comentou sobre essa porca-vergonha que
são os tais "cartões corporativos" :
- Nenhum desses ministros tem um itinerário.
O que eles gostam mesmo é de ficar no volante.
Essa, para mim, foi a melhor e mais bem
bolada estátua humana de rua de todos
os tempos. No Rio, Recife, Florianópolis,
etc., têm várias estátuas humanas, mas
nenhuma tão sensacional quanto essa.
Para ela, eu daria R$10,00, sem pestanejar.
(*) Mário Blanck, engenheiro civil,
Leblon, Rio de Janeiro.
Monteiro Lobato escreveu em três semanas, no ano de 1926, antes de sua partida para os Estados Unidos, "O Presidente Negro ou O Choque das Raças". (Editora Brasiliense). Em síntese, previa ele que a disputa presidencial norte-americana se daria entre três forças: As mulheres, os brancos e os negros. Além da emancipação feminista, algumas de sua previsões já se concretizaram, como a destruição da pigmentação (lembrei-me do Michael Jackson): "....visto como esse negro de raça puríssima, sem uma só gora de sangue branco nas veias, era, apesar de ter o cabelo carapinha, horrivelmente esbranquiçado." (pág.218). A urna eletrônica e até mesmo a internet: "Os eleitores não saiam de casa - radiavam simplesmente os seus votos com destino à estação central receptora de Washington. Um aparelho engenhosíssimo os recebia e apurava automática e instantaneamente, imprimindo os totais definitivos na fachada do Capitólio. De há muito se haviam eliminado as hipóteses de fraude, não só porque a seleção elevara fortemente o nível moral do povo, como ainda porque a mecanização dos trâmites entregava todo o processo eleitoral às ondas hertzianas e à eletricidade, elementos estranhos à política e da mais perfeita incorruptibilidade. Não só os habitantes de Washington gozavam do privilégio de ler no Capitólio os números decisivos. O resto da população americana também os lia e na mesma hora, mas em suas próprias casas." (pág.243). Outras previsões: A esterilização em massa, o controle de natalidade pelo estado, etc. O momento é mais que propício à leitura (ou releitura).
1grandabraço em todos.....................Roque *
(*) Roque Sponholz, chargista/caricaturista/editorialista do blog.
Lulla tem uma crise cardíaca e morre!
Claro que ele aparece no Inferno onde o Diabo o aguardava.
O Diabo diz a ele:
- Nem sei o que fazer com você. Evidente que você está na minha
lista, porém não tenho mais lugar livre! Depois de refletir por alguns
minutos ele diz:
- Já sei o que vou fazer: tenho aqui três pessoas que não são
tão ruins quanto você. Vou mandar uma delas pro Purgatório e você deverá ficar no lugar dela. Até vou lhe fazer um favor:
você poderá escolher a quem você deve substituir!
Lulla acha até que a proposta não está tão ruim quanto ele
esperava e concorda. O Diabo abre a primeira porta.
Lá dentro está o Collor numa piscina na qual ele nada sem parar,
mas quando se aproxima da borda, a borda recua e Collor continua
a nadar, nadar e nadar...
- Não, diz Lulla.Sinto que não vou me dar bem: sou mau nadador
e acho que não conseguiria fazer isso o dia todo!
O Diabo o leva ao segundo compartimento. José Dirceu está lá,
com uma marreta enorme quebrando pedaços de uma pedra gigante.
- Não, diz Lulla. Tenho um tremendo problema com trabalho e seria
uma agonia perpétua se eu tivesse que trabalhar duro o tempo todo!
O Diabo abre a terceira porta. Lá dentro está Renan Calheiros deitado,
nu, numa cama, com pés e mãos amarrados. Debruçada sobre ele,
Mônica Veloso faz o que ela melhor sabe fazer na vida: sexo oral!
Lulla olha para aquela cena incrível durante um momento e diz:
- OK, fico com esse castigo! O Diabo sorri, e diz:
- OK, Mônica, pode ir para o Purgatório.
A necessidade brasileira de esquecer os problemas agudos do país, difíceis de encarar, ou pelo menos de suavizá-los com uma cota de despreocupação e alegria, fez com que o futebol se tornasse a felicidade do povo. Pobres e ricos param de pensar para se encantar com ele. E os grandes jogadores convertem-se numa espécie de irmãos da gente, que detestamos ou amamos na medida em que nos frustram ou nos proporcionam o prazer de um espetáculo de 90 minutos, prolongado indefinidamente nas conversas e mesmo na solidão da lembrança. Mané Garrincha foi um desses ídolos providenciais com que o acaso veio ao encontro das massas populares e até dos figurões responsáveis periódicos pela sorte do Brasil, ofertando-lhes o jogador que contrariava todos os princípios sacramentais do jogo, e que, no entanto, alcançava os mais deliciosos resultados. Não seria mesmo uma indicação de que o país, despreparado para o destino glorioso que ambicionamos, também conseguiria vencer suas limitações e deficiências e chegar ao ponto de grandeza que nos daria individualmente o maior orgulho, pela extinção de antigos complexos nacionais? Interrogação que certamente não aflorava ao nível da consciência, mas que podia muito bem instalar-se no subterrâneo do espírito de cada patrício inquieto e insatisfeito consigo mesmo, e mais ainda com o geral da vida. Garrincha, em sua irresponsabilidade amável, poderia, quem sabe?, fornecer-nos a chave de um segredo de que era possuidor e que ele mesmo não decifrava, inocente que era da origem do poder mágico de seus músculos e pés. Divertido, espontâneo, inconseqüente, com uma inocência que não excluía espertezas instintivas de Macunaíma – nenhum modelo seria mais adequado do que esse, para seduzir um povo que, olhando em redor, não encontrava os sérios heróis, os santos miraculosos de que necessita no dia-a-dia. A identificação da sociedade com ele fazia-se naturalmente. Garrincha não pedia nada a seus admiradores; não lhes exigia sacrifícios ou esforços mentais para admirá-lo e segui-lo, pois de resto não queria que ninguém o seguisse. Carregava nas costas um peso alegre, dispensando-nos de fazer o mesmo. Sua ambição ou projeto de vida (se é que, em matéria de Garrincha, se pode falar em projeto) consistia no papo de botequim, nos prazeres da cama, de que resultasse o prazer de novos filhos, no descompromisso, afinal, com os valores burgueses da vida. Não sou dos que acusam dirigentes do esporte, clubes, autoridades civis e torcedores em geral, de ingratidão para com Garrincha. Na própria essência do futebol profissional se instalam a ingratidão e a injustiça. O jogador só vale enquanto joga, e se jogar o fino. Não lhe perdoam a hora sem inspiração, a traiçoeira indecisão de um segundo, a influência de problemas pessoais sobre o comportamento na partida. É pago para deslumbrar a arquibancada e a cadeira importante, para nos desanuviar a alma, para nos consolar dos nossos malogros, para encobrir as amarguras da Nação. Ele julga que entrou em campo a fim de defender o seu sustento, mas seu negócio principal será defender milhões de angustiados presentes e ausentes contra seus fantasmas particulares ou coletivos. Garrincha foi um entre muitos desses infelizes, dos quais só se salva um ou outro predestinado, de estrela na testa, como Pelé. A simpatia nacional envolveu Mané em todos os lances de sua vida, por mais desajustada que fosse, e isso já é alguma coisa que nos livra de ter remorso pelo seu final triste. A criança grande que ele não deixou de ser foi vitimada pelo germe de autodestruição que trazia consigo: faltavam-lhe defesas psicológicas que acudissem ao apelo de amigos e fãs. Garrincha, o encantador, era folha ao vento. Resta a maravilhosa lembrança de suas incríveis habilidades, que farão sempre sorrir a quem as recordar. Basta ver um filme dos jogos que ele disputou: sente-se logo como o corpo humano pode ser instrumento das mais graciosas criações no espaço, rápidas como o relâmpago e duradouras na memória. Quem viu Garrincha atuar não pode levar a sério teorias científicas que prevêem a parábola inevitável de uma bola e asseguram a vitória – que não acontece.Se há um deus que regula o futebol, esse deus é, sobretudo, irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas como é também um deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho.
(*) Carlos Drummond de Andrade, publicado no Jornal do Brasil, em 22 de janeiro de 1983, dois dias após a morte do craque. (http://www.carlosdrummond.com.br).
Num quiosque aqui na praia, em frente ao meu estúdio *,
bebia uma água de coco com uns amigos e ouvi um senhor,
meia idade, esbravejando:
- Políticos brasileiros, quase como regra, começam a vida como pessoas pobres e, em pouco tempo, se transformam em riquíssimos pecuaristas, donos de imensas fazendas, magnatas da área de comunicações, com jornais, rádios e emissoras de televisão, tudo isso milagrosamente conseguido em paralelo às atividades parlamentares. Além disso, possuem uma característica única que os diferencia dos demais cidadãos: é a capacidade de produzir filhos que, invariavelmente, se tornam empresários de sucesso. Será que a solução para o Brasil não seria todos nós nos transformarmos em políticos, para que, com nosso êxito, ao lado dos prodigiosos filhos que iríamos gerar, mudássemos a situação do país?
Butch Cassidy and the Sundance Kid (Dois homens e um destino) é filme de 1969, dirigido por George Roy Hill . Perseguidos pela justiça dos Estados Unidos, dois amigos inseparáveis e assaltantes de trens e bancos do Velho Oeste fogem para a Bolívia junto com a namorada de um deles, mas enfrentam problemas com a polícia local. Estrelado por Paul Newman (Butch Cassidy), Robert Redford (Sundance Kid ), Katharine Ross ( Etta Place), Strother Martin (Percy Garris) e outros. Ganhou o Oscar1970 nas categorias de Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original (Raindrops Keep Fallin' on My Head, de Burt Bacharach, interpretada por B.J. Thomaz). *
Vinte e tantos dias de sol e mar e gás e gatos. No Rio para o Natal com “a tribo” – filhos, neta, nora & família, ex-mulher e sua trupe (marido, irmãs, sobrinhas), festas werneckais & coisas quetais –, ganho de presente o direito a férias inauditas. Fico a cuidar dos gatos da Ulla, enquanto ela passa o Revéillon em Viena com sua amiga Bárbara, a jovem concertista filha de minha querida Mariana. Pai é pai. Gato é gato. Não eu, é claro, mas os próprios. Nero & Maria, dois alentados felinos que não dão lá muito trabalho, e sequer falam comigo – fazem solene & sonolenta questão de me desconhecerem. Como Ulla só fala com eles em italiano – vá lá alguém tentar entender a Wernecklândia! – os sonsos siameses fingem que não escutam o meu minerês, enquanto desfilam lânguidos & altivos. Solitário, mas solidário, dou-lhes água e ração e – hábito que se faz cotidiano – desço pra praia, o mar do Leme em frente.
O velho-novo Leme de meus primeiros tempos de Rio de Janeiro. No canto da praia, ainda lá estão o quartel e a pedra-pedreira. No alto, a tremular aos quatro ventos, a bandeira. Isso me faz lembrar de coisas em minhas caminhadas diárias até quase o Posto Seis. Como se coisas não fizessem a gente se lembrar de coisas – coisíssimamente falando, bem entendido. Na volta, Posto Seis-Leme, do Hotel Miramar ao Méridien, vou mirando o miramar do fim da praia e volta sempre um velho poema feito ali, lá se vão anos & fins-de-anos – quantos mesmo? Deixa pra lá.
À tarde, quase sempre caminho ao vai-da-valsa pelo Centro, no “turbilhão da galeria”, a cidade-paisagem presa na retina – essas ruas tão minhas, que passo e repasso e revivo agora. Assim que cessa sua cantoria no Teatro Municipal, saio com Neti Szpilman a tiracolo – a soprano de óculos escuros e chapelão à la Fellini, diva é diva. Nós dois de braços dados com o jovem e bem-humoradíssimo octagenário Octávio Mello Alvarenga, fã de “ópera, operetas, operárias e possíveis funcionárias públicas”, colunista do Globo, expert em agriCultura, não fora ele mineiro de São João del Rei. Três figuras de almanaque: Neti-de-Neti-vestida; eu preso aos meus suspensórios, e Octávio num chiquê só, também de suspensórios, mas encobertos por seu bem-cortado terno de tropical inglês.
Há uma batucada e o jovem Octávio ensaia alguns passos de samba pela Rua do Ouvidor. Poucos, que logo a Neti corta o barato de nosso passista: “Pô, Seu Octávio, olha o vexame!”. Mas é sambando que ele entra, e nós também, num bistrô da Rua do Rosário e logo comanda champagne pra comemorar nosso encontro. Faço modestamente tintim com meus drinques finos – e tudo é muito bom, muito bem. À noite, cinema e jantar na Barra com a Regininha. Nete-Regininha, meus amores, minhas amigas queridas: presenças obrigatórias sempre que no Rio aporto. Não sei o Rio verdadeiro, o Rio deveras sem elas.
Mesmo sabedores de minha missão na gatolândia, o casal de poetas e velhos amigos Cairo & Denizis Trindade liga convidando prum “luau poético” exatamente na Praia do Leme, “assim que você botar os gatos pra dormir”. Vem também a Kyvia Rodrigues, a poeta-musa Kyky-Doris Day de meu último livro de poemas. É aniversário de outra poeta, a Marla, que mora no Leme, aqui ao lado, exatamente como o pecado. Assim meio que feminino de Marlo, Marla não tem nada de “mala”, como podem pensar os mais apressadinhos maldizentes. É antes alegre e bela morena, queimada de sol e plena de bem-sacados dizeres. Antes, damos uma passada na casa da poeta Clauky Saba, onde (re)encontro Adriana Monteiro. Não minha ex-mulher, mas a poeta – arre, haja poetas, sô! – Adriana Barros Monteiro. Não resisto à pergunta de sempre: “você já foi casada comigo? É que ando meio esquecido!”. Risos e mais risos, nossas risadas de sempre. E então, ao luuuuaaaauuuuu!
É noite alta quando voltamos ao Leme. Há um luão, um luau e um violão: atabaques e muitas vozes na areia. Cantamos e cantamos e falamos poemas pra lua cheia. Não há como não lembrar de meu velho poema, “Noturno do Leme” feito naquele exato lugar, tempos e tempos atrás, numa noite de não mais se acabar. Mas não falo o meu poema, entre tantos poetas e seus falares. Em silêncio, e com um beijo, dou de presente de aniversário pra Marla meu livro Revisita Selvaggia, onde se encontra o poema, lá dentro do Selva Selvaggia velho de guerra. Falar em guerra, olho pra esquerda, lá pro alto da pedra no fim da praia, e vejo que a bandeira – símbolo da Copa e da ditadura na cozinha-Médici dos anos 70 – ainda lá tremula em meio à noite:
entre carros namorados
luminosos lambuzando a aurora
entre o hot dog e a coca-cola
a bandeira nos controla
até quando a bandeira
vai e vem se equilibrando?
o navio o leme os bares
os bêbados todo mundo
tudo é afável
e terrível
até a perspectiva
da aurora
até o hot dog
e a coca-cola
Tudo ainda é tal e qual – e no entanto nada é igual. Isso é Caetano. Ou não: há controvérsias. E logo amanhece. Dou de papá aos gatos e volto pra praia a caminhar e mergulhar, mergulhar e caminhar, que essa vida não é só trabalhar e dar aos gatos papá: tem que ter pernas-pro-ar. E logo à frente 2007 fica pra trás e se nos “escarpa” meio demente. E Kátia D´Angelo me chama pro final do ano na Região dos Lagos: “casa da Lola em São Pedro d´Aldeia. Da Lola, lembra-se?, a minha amiga, filha do Paulinho Soledade”. Pois é, como resistir àquele tão sozinho, tão minúsculo, tão “um pequenino grão de areia” a namorar estrelas? Deixo os gatos sob os cuidados da “tia Vera da Ulla” e nos mandamos eu e Kátia, noite-adentro-estrada-afora, rumo ao mar de Búzios & Arraial do Cabo (Frio). Nunca um fim-de-ano como este, mareado de sol e gruta azul e vou-te-contar. Não dá mesmo pra contar – e não conto. Nem “depois eu conto”, como diria a Nina Chavs. Depois, não conto mesmo.
De volta ao Rio, eu e Ulla – que também chega assim de Londres como quem não quer nada. Ou melhor, quer sim: “Papi, sabe que o gás do meu banheiro tá com problema, né? Pois é, dá pra ficar mais um tempo e tomar conta do gasista que vou chamar?”. Pai é pai. Gás é gás. Fico mais “gase” uma semana, já que Ulla tem que cuidar de seus pacientes de fisioterapia o dia inteiro. Lá fico eu com Seu Antônio, um cearense bonachão e cheio de gás & histórias. Sem mar, sem praia, que sou um mestre-de-obras consciente, ora pois. No máximo, me deixar ao largo da noite pelo velho Baixo.
Uma semana ou mais de Baixo Leblon & café & drinques finos & velhos-novos amigos/amigas all night-aforadentro. Jovem é jovem, né mesmo? E a gente “somos” assim “lesmo”. O abstêmio não invalida o boêmio (evoé, Antônio Jaime!). Na Livraria Letras & Expressões, que nem “farmácia 24 horas”, varo as noites no Corujão Poético – feira de vaidades e pouca poesia, na verdade.
Mas lá encontro uma pá de amigos: da Frenética Lidoka ao Dzicroquete Bayard. E poetas & músicos & boêmios de estirpes várias: o poeta Ricardo Maia (sobrinho e fã ardoroso de seu tio, o cartunista Romerinho, meu velho amigo da adolescência em Cataguases, e que se foi há muito) e sua namorada, Suely Capobianco; um papo-cabeça com o cineasta Abelardo Carvalho; a reluzente Luzmarina (ah, Luzmarina, com esse nome não precisava desses cabelos, desses olhos, dessas curvas todas!); o ator e também poeta Eduardo Tornaghi; Cairo & Denizis; Tânia Ferreira (filha de um dos três “Ferreiras” que assinam a marchinha famosa, “Me dá um dinheiro aí” – qual deles, Tânia? Você acabou não me dizendo: o Glauco? O Ivan? O Homero?); Dudu, baixista que tocou com a Gal e que é agora o diretor de tv Eduardo Vasconcellos; a poeta de “alma-de-poeta” Andrea Paola, a cantora Andréa Dutra (“a de voz belíssima”, evoé, meu Luiz Linhares!), Kyvia-Ky-Ky-La Belle; o querido amigo e violonista Cadu; o poeta Ruggero, velhamigo novo; Adriana – você-foi-casada-comigo? – Monteiro de Barros; a poeta-performer Cristina-maiakovskimente-Terra; a atriz mineira & muito-gracinha Glauce Guima, a cantora carioca Marysa Alfaia (amiga querida que mora em Barcelona e que eu não via “desde muitos anos passados”) & etc & tal & todo mundo & coisa & loisa. Esses adjetivos todos, salpicados de pontos-e-vírgulas, só pra dizer que também os amo, como aos amigos – e os uso, mesmo quando em desuso. Verão tem dessas coisas.
Ufa! Que tudo é muito prum poeta agora e de novo mineiro de pacataguases. Gatos & gás nos conformes, volto pra Minas – que Minas sim, meu caro Drummond, ainda há demais. Pela estrada, um poema de ocasião, que vai pro Ricardo Maia e pra Marysa Alfaia:
Zoeira & Alfaia
para marysa & ric
antes que em desgraça
nosso mundo caia
um quê de chalaça:
só zoeira e alfaia.
diz ricardo maia:
– eta pau-pereira!
E ainda outro, direto do Bar do Alemão da Rio-Petrópolis, que vai naturalmente pra quem de direito, a Frenética Likoka e o Dzicroquete Bayard Tonelli:
bye, rio: bye-bye
para Lidoka & Bayard
catito e sestroso
de mar-mareado
na volta do rio
só, só um bolero
anético-estético
leves, esqueléticas
bailar e bailar
com belas frenéticas
e nelas restar
– patético, pá!
no bar do alemão
rio a remoer:
longe dos pivetes
comer e comer
todos dzicroquetes
(*) Ronaldo Werneck, jornalista e poeta, é mineiro de Cataguases.
A música na radiola é Café com pão,
de João Donato, com
Violão e Guitarra: Chico Pinheiro Violão e Guitarra: Anthony Wilson Piano: Fábio Torres Baixo: Marcelo Mariano Bateria: Edu Ribeiro Percussão: Armando Marçal Clarinete: Proveta Flauta: Matt Zebley, Vinícius Dorin Sax Alto: Proveta, Matt Zebley Sax Tenor: Vinícius Dorin, Matt Otto Sax Barítono: Adam Schroeder, V. Dorin Trombone: Garrett Smith, Paulo Malheiros Trompete, Flugel: Gilbert Castelhanos, Daniel D'Alcântara
Gravado no Rio de Janeiro, em 2007. *
(*) Acir Vidal, editor do blog.
Popó, de Chico Pinheiro & Aldir Blanc
Chico Pinheiro: Guitarra
Fabio Torres: Piano
Marcelo Mariano: Baixo
Edu Ribeiro: Bateria
Tati Parra: vocal
Ontem lá no Bar do João, em Santa Lúcia, Vitória (ES), serpentário de professores, jornalistas, intelectuais, profissionais liberais e demais mentirosos da área, alguém comentou sobre sobre a justiça social no país:
- Quando o presiMENTE Lu//a acabar de comer o queijo,
vai distribuir ao povo todos os buracos.
Em 1952, em Chicago (EUA), um amigo de Nelson Algren (escritor americano - 1909/1981), o fotógrafo americano, Art Sahy, hoje com 85 anos, levou Simone Beauvoir à casa de um amigo, onde tinha uma banheira. Ele escreve: "Ela havia tomado seu banho. Depois, enquanto ela se arrumava na pia, tive um súbito impulso. Ela sabia que eu a havia fotografado, porque ouviu o clique da minha confiável Leica Model F" . "Homem travesso", disse ela.
A escritora Simone Beauvoir (1908/1986) conheceu Jean-Paul Sartre, na Sorbonne, em 1929, e logo uniu-se estreitamente ao filósofo e a seu círculo, criando entre eles uma relação polêmica (foi uma relação "aberta", pois o casal tinha experiências amorosas com terceiros) e fecunda, que lhes permitiu compatibilizar suas liberdades individuais com sua vida em conjunto. Foi professora de filosofia até 1943, em escolas de diferentes localidades francesas, como Rouen e Marselha. *
Silvinho Land Rover Pereira fez um acordo e se livrou do processo do men$alão em troca da prestação de serviços comunitários por três anos e uma ou outra besteirinha (ter que informar ao juiz se quiser se viajar por mais de oito dias e coisas do gênero). Saiu sorrindo do prédio da Justiça Federal.
Como bem previu seu companheiro, Delúbio Soares,
um dias eles ainda ririam disso tudo.
Ontem lá no Bar do João, em Santa Lúcia, Vitória - ES,
serpentário de professores, jornalistas, intelectuais,
profissionais liberais e demais mentirosos da área,
alguém comentou sobre a devastação da Amazônia:
- Não há bem que sempre dure.
Nem floresta que nunca se acabe.
- O presiMENTE Lu//a afirmou que nunca houve o tal de "men$alão". Zezé di Dirceu, o caipira prepotente, réu no Supremo como "chefe da gang dos 40", reafirmou a mesma
coisa ontem ao ser interrogado na Justiça.
- Nesse governo lulo-petista fala-se muita
mentira com extrema sinceridade. *
(*) Fumaça, biriteiro/filósofo da Praia do Canto, Vitória - ES.
(*) Geek é uma palavra de origem inglesa que, no jargão da subcultura de computação e Internet, designa o estereótipo do indivíduo com habilidade e interesse em tecnologia, novas mídias e programação, acima do normal. O geek pode ser também considerado como um tipo de nerd ou alguém com as características negativas do estereótipo do hacker: um indivíduo anti-social. Se usado por pessoas não pertencentes ao grupo, o termo é considerado insultuoso para todos os hackers; um geek pode ser tanto um indivíduo fundamentalmente desinformado como um proto-hacker em estágio larval. Mas há controvérsias. *
(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)
Irmâ Maria, que trabalhava para uma agência de saúde em casa, estava fazendo sua visita a seus pacientes domiciliares quando ficou sem gasolina. Com a sorte que ela tinha, havia um posto da Petrobras justamente no quarteirão seguinte. Ela caminhou até o posto de gasolina para arranjar um vasilhame emprestado e comprar um pouco de gasolina. O frentista disse-lhe que o único vasilhame que ele tinha estava emprestado para socorrer outra pessoa e que ela podia aguardar que fosse devolvido. Como Irmã Maria tinha que visitar outro paciente, ela decidiu não aguardar e voltar para o carro. Ela procurou no carro por alguma coisa que pudesse encher com gasolina e a única coisa que ela viu foi uma comadre (tipo de penico) que ela estava levando para um paciente. Sempre desembaraçada, Irmã Maria foi ao posto com a comadre, encheu-a com gasolina e voltou para o seu carro. Quando estava transferindo a gasolina da comadre para o tanque do carro, duas evangélicas estavam olhando a cena do outro lado da rua. Uma virou para a outra e disse:
- Se o motor funcionar eu viro católica.
( Dê um Ctrl "F5" aqui para visualizar
a descrença do Padre Quevedo )
Mi papá es médico y dice que es notable que en la foto se observa un rigor mortis de unas 10 a 12 horas. Se nota sobre todo en la boca, posición normal cuando es sellada y puesto algodón. Se observan detalles que harían dudar que sea un montaje:
* Unos 6 a 12 milímetros de barba se observa sobresalido en la vestimenta. Efecto que sería difícil de hacer si fuera montaje.
* El peinado característico, todo hacia atrás. Barba muy cuidada.
* La posición de la cabeza con respecto al cuerpo, la línea que sigue es directa y no tiene desviaciones en el eje.
* La luz permanece inalterada, cosa muy evidente en los montajes.
* No existen gestos en su cara ni señal nerviosa que pueda alterar un músculo facial.
* El vidrio del ataúd se ve reflejado encima de su cara.
Por supuesto, como dicen muchos, hay que verlo para creerlo. Pero, recordemos que este personaje hizo histo