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Ontem lá no Bar do Henriq, serpentário de professores, jornalistas, intelectuais, profissionais liberais e demais mentirosos da Praia do Canto, Vitória (ES), alguém indignado por perder o vôo para o passar o fim de semana no Rio de Janeiro com o netinho que acabara de nascer, sapecou:
O (des)governo do presiMENTE Lu//a já deu tantas marchas e contra-marchas em suas decisões sobre o "apagão aéreo" que, juro, já nem tenho coragem de afirmar que faltam nove meses pro fim do ano.
informa em edição 'tem gato na tuba, digo, no tubo.'
Deu na imprensa (*)
O mistério que ronda o aeroporto de Joinville.
Depois de estampar por muito tempo as páginas dos jornais e o noticiário local pela pouca vergonha que perdurou meses a fio, incapaz de concluir um simples pátio em frente ao terminal de passageiros, o aeroporto deJoinville (SC) volta a ser notícia. Mais uma vez, não é notícia em função de algo bom. Muito pelo contrário, é pelo lado negativo, ou pelo menos, supostamente negativo.
O fato é que há meio ano aproximadamente, as contas de água do aeroporto estão zeradas. Sim, custo zero. Questionada sobre o fenômeno, a Cia. das Águas, não quis se manifestar, disse apenas que mandou um fiscal ao local (aeroporto) e constatou que o relógio não está quebrado, que era uma possibilidade.
Diante disto, restam duas possibilidades: ou o aeroporto tem um ou mais poços artesianos e está se servindo deles ou o que vigora é o famoso "gato". Ou seja, a água consumida sem passar pelo relógio, o que determinaria problemas mais graves a serem solucionados - talvez em vias judiciais.
De qualquer forma, diante da esquisita novidade, já se solicita ao aeroporto de Joinville que informe a receita de uma construção tão grande, com tanta atividade comercial e de serviço, ter a conta de água zerada todo mês.
Pitaco do editor da CNN: E você que pensou que só tinha gato em Brasília.
(*) Extraído do site http:// www.osnymartins.com.br, onde o seu titular, Osny Martins, entre outras atividades jornalísticas, comanda o programa líder de audiência na região Norte de Santa Catarina, Breakfast, nas rádios Transamérica FM e Cultura AM, de segunda à sexta, em Joinville, Santa Catarina.
Ontem no Bar do Henriq, serpentário de professores, jornalistas, intelectuais, profissionais liberais e demais mentirosos da Praia do Canto, Vitória (ES), alguém comentou a respeito dos novos ministros empossados:
- O presiMENTE Lu//a é um cara que cruza cabra com
periscópio pra ver se consegue um bode expiatório.
Ontem lá no Bar do Henriq, serpentário de professores, jornalistas, profissionais liberais e demais mentirosos da Praia do Canto, Vitória (ES), alguém comentou sobre a infeliz frase dessa tal ministra:
- A única diferença entre essa mulher e um abutre é o esmalte de unhas.
- Porra, essa prerrogativa era só minha!!!
( PresiMENTE Lu//a o mais infame frasista do país)
Nesta sexta-feira, às 19h, haverá uma missa dedicada ao Horácio Braun, que nos deixou no último sábado, dia 24. A missa será na Igreja da Imaculada Conceição, na Rua Joinville, bairro da Vila Nova, em Blumenau (SC).
É claro que depois vai rolar um chopinho. Como diria o Horácio,
numa ocasião como essa: "Saúde, saúde! Alegria, alegria!"
Estampa da camiseta - criada pelo chargista e caricaturista Roque Sponholz, de Ponta Grossa/PR, amigo do Horácio - e que será usada por diversos grupos na edição do Stammtisch em Blumenau, neste sábado, à partir das 10h, defronte os pavilhões da Oktoberfest.
... sei que você está bem, junto com outros tantos amigos que já nos deixaram, mas que nem por isso foram esquecidos pelos amigos que aqui ficaram. E que, também... 'Qualquer dia, qualquer hora, a gente se encontra...' 15 de dezembro de 1997. Esta data te lembra alguma coisa, Horácio? Foi uma segunda-feira, e como você sempre dizia: "Neste dia os chatos de botequim dão-se folga. Só os profissionais saem às segundas." E foi nesta segunda, 15/12/97, a inauguração do seu grande bar em Joinville, a Aldeia Universal, onde com muita honra fui um misto de relações públicas e assessor de imprensa, trabalho religiosamente pago via cotovelo no balcão. Depois do trabalho feito, algumas geladas, uns frios, muita música, e etc e tal. No primeiro dos seis meses que antecederam a inauguração da Aldeia eu te apresentei ao Paulo Reginato, publicitário da velha guarda, irmão de fé, camarada, titular da então Equipe Comunicação, de Joinville/SC.
Este anúncio que os editores do Jornal Absoluto, Adelmo Müller, do Contra o Vento, Acir Vidal, e do Resumo da Ópera, Laudelino Marcos Silva, me permitiram veicular neste espaço tão nobre mostra o que ficou, passados 10 anos do primeiro encontro entre você, Horácio - que acabou sendo cliente da nossa agência (eu era Diretor de Atendimento da mesma, na época) - e o nosso querido Paulinho: um grande respeito profissional, durante o dia, e uma enorme amizade, sempre que possível, nos encontros, a noite, na inesquecível Aldeia Universal... o bar mais transado da história de Joinville!
Horácio, onde você estiver, estamos ligados, antenados, plugados e, sempre que possível, bebendo umas por você: às segundas, profissionalmente, e nos demais dias da semana, em função do aquecimento global. Uso uma das suas inúmeras tiradas para encerrar este texto:
Sobre a ministra Matilde Ribeiro, titular da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), dizer que "considera natural a discriminação dos negros contra os brancos", eu, Acir Vassallo Vidal, um vira-lata profissional, editor deste blog, que tem colaboradores multi-raciais, tenho que lhe dizer:
- V. Exc, ministra, com a sua fala, altamente influenciada pelo Vosso Guia,
só veio ensinar ao povo afro-brasileiro como se deve chorar.
O sujeito vai andando pela rua quando, de repente, um assaltante
lhe aponta a arma e lhe diz: "Passe o relógio!"
O coitado dá seu Rolex falso e o ladrão reclama:
- Que é isso? Esta merda qualquer camelô vende por vinte reais!
Passa a carteira, porra!
O homem entrega sua carteira de plástico, imitação de Hugo Boss,
e o assaltante encontra nela três passes de ônibus, dois vales-refeição e cinco reais.
Irritado, o ladrão diz: "Paletó gasto, sapatos velhos e a única coisa
que parecia prestar aqui não passa de uma reles imitação barata!
Afinal, que merda você faz na vida?"
O cara responde, quase chorando: "Sou economista, formado pela..."
Gerentes de uma editora americana estão tentando descobrir por que
ninguém notou que um dos seus empregados estava morto, sentado à sua
mesa havia CINCO DIAS, até que alguém perguntou se ele estava bem.
George Turklebaum, 51, que trabalhava como revisor em uma firma de Nova
York há 30 anos, sofreu um ataque cardíaco no andar onde trabalhava
(andar aberto, sem divisórias) com outros 23 funcionários.
Ele morreu na segunda-feira, mas ninguém notou até o sábado seguinte
pela manhã, quando um funcionário da limpeza o questionou por que ainda
estava trabalhando no final de semana. Seu chefe, Elliot Wachiaski,
disse: "O George era sempre o primeiro a chegar todo dia e o último a
sair no final do expediente. Ele estava sempre envolvido no seu
trabalho e o fazia sozinho." Ironicamente, George estava revisando um
livro médico quando morreu.
De vez em quando balance a cabeça para os seus colegas de
trabalho terem certeza de que você está vivo. E siga o conselho
do Fumaça, biriteiro/filósofo da Praia do Canto, Vitória - ES:
- Não trabalhe demais. Ninguém nota mesmo... Só
quando você atrapalha a faxina...
Finalmente o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB-RJ) fechou o acordo com o Japão para a implantação do trem-bala no Rio de Janeiro. Os japoneses entrarão com o trem e os cariocas, com a bala.
Em São Joaquim, a cidade mais fria de Santa Catarina, morre um cidadão, muito conhecido na praça. No velório, trocentas pessoas. Um cidadão, já meio manguaçado, 'chei' de amor pra dar, desafia a rodinha:
- Quem quer fazer uma aposta comigo? Aposto 10 mil como ninguém fica 5 minutos debaixo do chuveiro do falecido.
Nisso um esperto, também já mais pra lá de Bagdá, dispara:
- Tô dentro. Vamos 'casar' a grana! Onde está o tal chuveiro? Vai ser moleza!
Encaminhado para um pequeno galpão, volta correndo, desesperado, em menos de 5 segundos, gritando:
-Tô fora. Tira esse maldito bicho de perto de mim.
O 'bicho' é o jegue do defunto.
Seu nome?
CHUVEIRO !!!
Waldir Alexandre, o Alemão Louco, tem um programa na Rádio Jaraguá, onde apresenta piadas, músicas, casos, causos, histórias, estórias, tudo com uma imitação perfeita de um verdadeiro alemão. Líder de audiência na cidade e região. Waldir Alemão ou Waldir Alles Blau... figuraço!!!
En Cuba, un niño regresa de la escuela a su casa,
cansado y hambriento y le pregunta a su mamá:
- Mamá, ¿que hay de comer?
- Nada, mi hijo.
El niño mira hacia el loro que tienen y pregunta:
- Mamá, ¿por qué no loro con arroz?
- No hay arroz.
- ¿Y loro al horno?
- No hay gas.
- ¿Y loro en la parrilla eléctrica?
- No hay electricidad.
- ¿Y loro frito?
- No hay aceite.
Foi comprovado em pesquisa científica que: se você beber mais de 1 litro de água por dia, durante um ano no final do ano, você terá ingerido mais de 1 kg de coliformes fecais que estão diluídos na água ou seja, 1 KILO DE MERDA!!! Já bebendo cerveja... Você não corre esse risco, uma vez que esses coliformes não sobrevivem ao processo de produção da cerveja!!! . Por isso, peço a você que comunique a todos que bebem água, que essa porra faz mal!!! Se não quiser acreditar DANE-SE,continue bebendo merda!!! Eu bebedor de cerveja fiz a minha parte e avisei!!! Quem tiver consciência vai chegar a seguinte conclusão: É muito melhor tomar CERVEJA e falar MERDA, do que tomar MERDA e não falar nada!!! Repasse esta mensagem para aquele 'SEU' amigo fresco, que tem aquela garrafinha azul básica em cima da mesa, e que quando toma água fica se sentindo 'saudável'.
Entra o proprietário do estabelecimento, Amador Aguiar ( o único amador que deu certo no mundo), joga-lhe uma
moeda de 10 centavos, e pergunta como o coitado ficou mendigo.
- Ah, fazendo justamente como o senhor : esbanjando dinheiro.
Ontem no Bar do Henriq, serpentário de professores, jornalistas, intelectuais, profissionais liberais e demais mentirosos da Praia do Canto, Vitória (ES), Fumaça, biriteiro/filósofo da área, saiu-se com esta:
Quando o Papa João Paulo II veio ao Brasil pela primeira vez, nós estávamos em transição da ditadura militar para a democracia. O "presidente" de plantão era o general João Batista de Oliveira Figueiredo.
O Papa perguntou ao "Presidente" o motivo de ter tantos ministros, ao que obteve como resposta:
- Santidade, Jesus tinha 12 apóstolos e eu tenho 12 ministros.
Em 2007, quando o Papa Bento XVI chegar ao Brasil e perguntar ao presiMENTE Lu//a para que 34 ministros, o molusco, certamente, responderá:
- Bem, cumpanhêro santidade... Ali Babá tinha 40... AINDA FALTAM 6.......
Se você fechou o carro e deixou as chaves dentro dele:
1) Ligue, pelo seu celular, à pessoa que tenha a cópia da chave do seu carro.
2) Segure o seu celular a cerca de um palmo do seu carro e peça para a pessoa que está com a cópia da chave, pressionar no controle, o botãozinho de abrir a porta, e que fique segurando-o perto do telefone também.
INCRÍVEL
As portas do seu carro se abrirão. Milagre? Não! É Física mesmo. Transmissão de ondas eletromagnéticas. Ninguém terá que levar as chaves até você.
A distância não é problema, você pode estar a quilômetros de distância do local onde está a chave reserva.
PASSE AOS SEUS AMIGOS. FUNCIONA !!!
Repassado pelo nosso leitornauta de aqui da minha terrinha, Élcio Lotito.
Sábado, como de hábito, o carinha levantou cedo, colocou agasalhos,
vestiu-se silenciosamente, tomou o meu café e até foi passear com o cachorro.
Em seguida, dirigiu-se à garagem e engatou o barco de pesca no seu 4x4.
De repente, começou a chover torrencialmente. Havia até neve misturada
com a chuva, ventos a mais de 80 km/h.
Ligou o rádio e ouviu que o tempo seria chuvoso durante todo aquele dia.
Voltou imediatamente pra casa, silenciosamente tirou a roupa e deslizou
rapidamente para debaixo dos cobertores.
Afagou as costas da mulher suavemente, e sussurrou:
- O tempo lá fora está terrível.
Ela, ainda meio adormecida, respondeu:
- Você acredita que o idiota do meu marido foi pescar com esse tempo?
(*) Do nosso camaradinha em Miami/Flórida (USA), Mr. Jay.
Ando doida pra te contar as boas aqui do Rio, mas pra variar ainda não consigo comprar tempo... Mas não posso deixar de te perguntar o que você achou do mais recente integrante da Comissão de Direitos Humanos, o deputado federal do PP-RJ, Jair Bolsonaro Jr? Claro que você conhece o filho daquele pai, coordenador regional da campanha pelo Direito da Legitima Defesa, que apresentou na Câmara um saco de lixo com o nome ¿Lula¿ escrito nele. Aquele, cuja campanha se destacou pela camisa que tinha escrito "Direitos humanos: aposentadoria de vagabundo". O mesmo que riu das lágrimas de Genoíno, quando esse último discorreu no programa Roda Viva sobre a tortura que sofreu durante a ditadura Militar, e que "entende ser a tortura um mal necessário" Pra arrematar com chave de ouro, o digníssimo deputado apresentou na semana passada um projeto de lei que defende a regulamentação das milícias aqui no Rio. O quê achas, meu amigo: estamos ou não bem representados aqui na Cidade Maravilhosa?
PS: E você, como anda?
Beijos!
(*) Ceça, professora doutora da UFF (Universidade Federal Fluminense)
e pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa, é pernambucana do Recife,
Ontem, no Bar do Henriq, serpentário de professores, jornalistas,
intelectuais, profissionais liberais e demais mentirosos da
Praia do Canto, Vitória (ES), alguém comentou:
- O presiMENTE Lu//a é o próprio São Francisco de Assis
com os banqueiros e o Lúcifer com a classe média.
Semana passada fiz uma brevíssima explanação sobre "o que é literatura", numa turma de cursinho pré-vestibular em Juiz de Fora. Não é nada fácil falar sobre um conceito tão vasto, num programa que exige muita rapidez e absoluto poder de síntese. Aqueles jovens, na verdade apenas interessados em "macetes" específicos para o vestibular, ficaram surpresos quando eu disse que poesia não era necessariamente aquele verso que tinha uma rima, uma métrica e que falava de amor. Mais interessados eles ficaram ainda quando levei alguns exemplos de poemas concretos de Haroldo de Campos, Augusto de Campos e Décio Pignatari: "Quer dizer", disse um deles, "que poesia é uma coisa que parece às vezes ser tão fácil, tão concreta, mas na verdade é muito difícil?"
Essa questão do meu aluno me retorna agora, quando ouço o CD Gozos da alma, do poeta e letrista Geraldo Carneiro. Gozos da alma/ À flor da língua é um belo álbum que traz um encarte-livreto-de-poemas (À flor da Língua) e um CD das canções de Geraldo (Gozos da alma), em parceria com Francis Hime, Wagner Tiso, Jacob do Bandolim, Egberto Gismonti, Astor Piazzola, John Neschling, Eduardo Souto Neto e Nando Carneiro.
O poeta Geraldo Carneiro é homem das palavras - ¿sou animal em surto de poesia/ devoto das revoltas do lirismo, " (...) "sempre fui traficante de palavras/ falácias, florações, flores do mal¿ (...) ¿me deleito no leito da poesia/ a deusa que me acolhe com constância" (...) "a poesia é o pó que me incendeia/ o resto é o sol que gira ao meu redor".
O homem Geraldo Carneiro é poeta das palavras - não "em estado de dicionário", mas vivas, pulsantes em seus múltiplos canais. Além de poeta e letrista, ele milita também por outras áreas como o cinema e a televisão. Carneiro adaptou para a TV o romance "O sorriso do Lagarto", de João Ubaldo Ribeiro, e mais recentemente foi um dos redatores da minissérie JK.
O que me impressiona em Geraldo Carneiro é sua erudição, sua delicadeza e sua simplicidade. Com os cabelos longos que lhe conservam o ar juvenil dos tempos em que era um dos poetas mais jovens da chamada "poesia marginal", esse mineiro de Belo Horizonte flana pelo Rio de Janeiro como se carioca fosse. O poeta circula solto pela fina flor da cidade, da zona sul aos redutos do mais puro samba de raiz. Um dos maiores luxos é participar de suas oficinas literárias que funcionam aos sábados no Centro Cultural Cartola, na Mangueira.
O álbum Gozos da alma denota bom gosto e lirismo. As letras de Geraldo Carneiro exaltam a paixão, as mil e uma faces do amor que o filiam ao cânone de todos os tempos, Camões, Shakeaspeare, Dante. A atmosfera ultra-romântica da canção"Olha a lua", que me leva ao filme "A voz da Lua", de Fellini, mostra o poeta enamorado pela musa-lua, sua confidente nos tormentos existenciais: "Olha a lua/minha doida, minha triste colombina/conta por que sofres tanto assim/ será que é pouca/ a minha alma louca de arlequim/ e dentro de mim um sonho danado/ de viver embriagado/pelo lado avesso?". Não é que aqui Geraldo Carneiro parece ter se apossado um pouco de seu conterrâneo Alphonsus de Guimaraens, quase se assumindo como uma espécie de um Alphonsus pós-moderno?
"Olha a Lua"foi escrita em 1979, em parceria com o maestro John Neschling. A primeira versão, gravada pela cantora Olívia Byington, em 1980, levou um arranjo diferente da versão atual, em que ela canta apenas acompanhada pelo violão de Pedro Jóia. A voz de Olívia, uma "soprano quase lírica", se casa muito bem com o acompanhamento do violão. O arranjo possibilita um encaixe perfeito com a letra de Geraldo Carneiro, recriando a ambiência romântica do tempo dos violeiros.
"Gozos da alma", parceria com Francis Hime e que dá título ao CD, é um samba pungente. A letra é uma mistura de fragmentos do poeta barroco John Donne e fragmentos de poemas do próprio Geraldo Carneiro: "Gozos da alma, estou partindo agora,/ chegou a hora de partir, mas não/ te deixo só porque não pode ser,/ porque deixei todo o meu ser contigo,/ não pode ser porque te levo em mim,/ vou te levar comigo até o meu fim". Francis Hime, aliás, é um dos parceiros mais constantes do poeta, tanto que o pianista, maestro e arranjador lançou recentemente seu "Arquitetura da flor", que é quase inteiramente dedicado à sua parceria com Geraldo Carneiro.
No pequeno livro de poemas que acompanha o CD, intitulado "À flor da língua", figuram poemas românticos e essencialmente metalingüísticos. A musicalidade forte se faz sentir também nesses poemas, que em certos momentos parecem se comunicar com a sonoridade e o ideal de "sublime", presentes na estética simbolista: "soníferos eu lanço contra as feras/ que me devoram a solidez do sono./ a solidão em si não me apavora./os outros são o inferno, o purgatório/ e às vezes são também o paraíso".
Geraldo Carneiro transita entre eros e tanatos: sereias, estrelas, luas, noites, sonhos, paraísos, feras, flores, primaveras, outonos, navios, loucuras, revoltas... A vida pulsa na dor e na alegria que escorrem de seus versos. "É melhor ser alegre que ser triste", já dizia Vinicius, outro poeta da paixão. Carnavalizar é uma das saídas existenciais que Geraldo Carneiro aponta, como quer o poema visual que reproduz a vida-só-liberdade-solidão de uma ave:
A vida é uma vida só
A vida é uma ávida
A vida é uma ave
A vida é uma
A vida é
Só uma
Só
"Gozos da alma" é um deleite para a alma.
(*) Daniela Aragão, cantora e mestra em Literatura, é mineira de Juiz de Fora,
e despacha de Cataguases, também nas Gerais.
Dia desses, o ex-ministro do Turismo e atual ministro da Secretaria da Coordenação Política, Walfrido Mares Guia, ex-vice governador de Minas, na gestão (?) Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o pai do famoso "men$alão", declarou peremptoriamente:
- Foram detectadas falhas e as providências foram tomadas.
Já não temos "apagão aéreo".
Segundo Fumaça, biriteiro/filósofo da Praia do Canto, Vitória - ES,
"o que existe é o 'apegão' - 'apego' em demasia aos cargos e verbas da Viúva".
Três vezes Godard na Libreria del Cinema, ainda em Roma/Trastevere: Questa è la mia vita( "Vivre sa vie") e Je vous salue Marie, anunciado na contracapa, naquele hiperbólico registro italiano, como "un film scandalo: dal regista provocatore di Fino all´ultimo respiro. L´Immacolata Concezione nella visione di Godard". Por Fino all´ultimo respiro, leia-se A bout de souffle, o "Acossado" (1960) que apresentou ao mundo do cinema o "Jean-Luc Godard diretor", conhecido até então só por seus artigos críticos no Cahiers du Cinéma. E que veio também comigo em sua versão ítalo-francesa - este film scandalo, este "filme-de-cinema" de que eu tanto gosto e que vi pela primeira vez no antigo cineminha "de arte" que havia no terraço da Mesbla-Rio, na Cinelândia do início da década de 1960. "Nouvelle Vague" a toda prova, expressão logo consagrada após seu "batismo" em famoso artigo de Françoise Giroud, para o L´Express.
"Fazer um filme supõe três operações", diz Godard. "Pensar, filmar, montar". Ça veut dire, em bom português: é preciso ar, três vezes "ar". Ou cinco: respirAr em meio ao sufocAr daquele A bout de souffle visto-revisto depois, ainda nos anos 60, no também carioca e mitológico Cine-Paissandu, e muitas e muitas vezes vida afora. É Godard, é claro. Mas também o "objeto" Jean-Paul Belmondo. E François Truffaut, co-roteirista. E Raoul Coutard, na câmera. Mas é ainda, e principalmente, Jean Seberg - a atriz consagrada pelo Cahiers na virada dos anos 50 como a "nova divindade do cinema", após seus dois filmes sob a direção de Otto Preminger, "Bom-dia, tristeza" e "Santa Joana" .
Ah, a magia daquela nuca e sua suave penugem, lua, lua minguante, nua nuca desvelada pela dobra-cetim de cabelins curtos-curtins!Acossados na sala escura ficamos nós com a luminosidade daquela adorável vendedora do New York Herald Tribune flanando pelas ruas de Paris. A jovem americana (Marshalltown, Iowa, 1938) que terminara há pouco seus dois primeiros filmes, inclusive "Santa Joana" . Para ganhar o papel-titulo, Seberg concorrera com nada menos que dezoito mil candidatas. E não houve ninguém que rivalizasse com seu carisma, nem mesmo Santa Joana, imagina! Logo depois, Jean radicou-se na França, onde viveu daí em diante. Ela e o charme de seus cabelos curtinhos, que marcaram época e deixaram eternamente enamorados cinéfilos basbaques como este que aqui os rememora - curtos cabelos assim deixados, e por bom período mantidos, após sua total tosa para "interpretar" a careca de Joana D´Arc. Então, e num rapidíssimo flashback, imaginem vocês o susto que levei ao ler a manchete da morte de Jean num jornal de Argel, onde me encontrava em setembro de 1979. O fato merecia grande destaque, mesmo porque Seberg estava casada na ocasião como o ator argelino Ashmed Hams. "Ela pode ter morrido por uma superdose de barbitúricos", dizia a notícia, pois a polícia encontrara barbitúricos em seu carro, onde o corpo da atriz foi achado, próximo à sua casa, no "elegante distrito 15 de Paris".
Ela completaria 41 anos cerca de um mês depois, em 13 de novembro. Seberg fora casada com o (grande) romancista e cineasta (menor) Roman Gary (francês, de origem russa: Vilnius, 1940; Paris, 1980), que iria se suicidar cerca de um ano após sua morte. Jean era também autora de Blue Jean (que título mais sacado!), um livro de ensaio sobre a esquizofrenia, e de How top Escape Oneself, um manual com instruções para o suicídio. Poucos anos antes, Jean Seberg tentara também se matar ao atirar-se sobre os trilhos do metrô parisiense. Salva, passou longo período em clínicas especializadas em doenças nervosas. Sua morte, até hoje não muito esclarecida, foi um choque para quem tanto amava aqueles cabelos, aquela nuca, aquele olhar, aquela voz que ouço ainda agora a gritar Champs-Élysées afora: New York Herald Tribune! New York Herald Tribune!
Vi também numa das gôndolas da livraria o Godard (le cinéma), de François Nemer (Gallimard, 2006), lançamento recentíssimo, que eu comprara em Paris e estava lendo. O livro de Nemer foi realizado especialmente para a exposição "Voyage(s) en utopie, Jean-Luc Godard, 1946-2006, que ocupou o Centre Pompidou, de 26 de abril a 14 de agosto do ano passado. "Quantos Godard(s) existem?", nos questiona a chamada da contracapa. "Aquele da Nouvelle Vague e dos anos 1960, o Godard 'culto' de A bout de souffle e de Pierrot le fou? Aquele que deu a Belmondo e a Bardot os mais belos papéis de suas vidas? O de Le Mépris, que os anti-Godard incensam para rejeitar o resto? Ou o militante maoísta de pós-68, aquele que fingira abandonar o cinema? Ou aquele que víamos a partir dos anos 1980 na televisão ou em Cannes, paradoxal e provocador? Ou ainda o autor de Prénom Carmen, Je vous salue Marie, Passion, Nouvelle Vague, e as monumentais Histoire(s) du Cinéma: filmes 'cabeça', muitas vezes mal-amados, onde a beleza fulgurante surge das reflexões as mais profundas?".
Jean-Paul Belmondo ("Michel") vira-se para o espectador: "Se você não ama o campo, se não ama o mar, se não ama a montanha, se não ama a cidade... então, vá se danar!" Jean Seberg ("Patricia") a "Michel": "Não sei se sou infeliz porque não sou livre, ou se não sou livre porque sou infeliz". "Michel" retruca: "Ai, ai, ai, que eu gosto de uma garota que tem uma linda nuca, lindos seios, linda voz, lindos pulsos, cara linda, lindos joelhos, mas que é liiiiivre! Dane-se o campo, eu não quero mais te ver... Dane-se o campo, sua nojenta!". Esse "nojenta" é tradução minha para dégueulasse, palavra-recorrente do personagem de Belmondo. Na cena final, "Patricia", americana de fraco francês, ouve "Michel" - baleado numa rua de Paris - murmurar agonizante em seu colo: "Tu es une dégueulasse" - e ela, que o havia "dedurado", o vê passar o dedo sobre os lábios, com seu tique favorito à la Bogart. Um policial diz a "Patricia": Ele falou que você é uma dégueulasse. E "Patricia", para o espectador, levando o dedo à boca, no mesmo tique: "O que é isso, dégueulasse?". A câmera se afasta num lento zoom, ouve-se ao fundo o cool-jazz de Miles Davis, que se esvai num fade enquanto a tela escurece. Por que isso? Porque, segundo Godard, um film noir deve assim terminar. "Meu filme", ele diz sobre A bout de souffle, "é um documentário em torno de Jean Seberg e Jean-Paul Belmondo".
Somos nós de novo os "acossados" ante transgressões tão grandes na sintaxe cinematográfica. Um Godard de efeitos exuberantes conseguidos com um fazer pleno de simplicidade, e por isso mesmo magnífico - como naquelas "tomadas de rua" de Belmondo-Seberg a andar pelos Champs-Élysées, que ele consegue realizar empurrando o grande fotógrafo Raoul Coutard sentado com a câmera na mão numa cadeira-de-rodas. Um travelling gravado para sempre, mais instigante mesmo que o de Week End (1967), que é até hoje considerado o mais longo travelling da história do cinema. "Nós filmamos com a câmera na mão para andar mais rápido. Três quartos dos realizadores perdem quatro horas de seu tempo com um plano que não exige mais que cinco minutos de trabalho. Eu prefiro que a equipe tenha cinco minutos de trabalho, e que eu possa me reservar três horas para refletir".
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a despedida do GRANDE HORÁCIO BRAUN)
Pessoas como o Horácio não morrem, meu caro Curt. Em qualquer encontro sempre haverá alguém lembrando de algum feito ou frase dele. Em qualquer lugar, não só de Blumenau, mas de todo o estado de Santa Catarina se encontrará vestígios do Horácio. Onde houver alegria, humor, ironia, por certo ele estará presente.
Acordo tarde neste domingo de sol, dia bonito, porém triste.
1grandabraço.........róq *
(*) Roque Sponholz
Vanir, meu irmão mais velho, lê cuidadosamente os avisos fúnebres dos jornais. Diz ele, "às vezes a gente tem surpresas agradabilíssimas". Já a morte do GRANDE HORÁCIO BRAUN, não tem perdão! *
"Localizado no Shopping Center Neumarkt, em Blumenau, um dos melhores - senão
o melhor - bar do Brasil. O Bistrô 69 começa seu espetáculo na apresentação
do cardápio, com sua capa e miolo recheados, além das variadíssimas opções
de bebidas e petiscos, de tiradas do competente Horácio Braun, figura das
mais folclóricas (no melhor sentido) de Santa Catarina. Abre-alas desde a
primeira Oktoberfest, Horácio é jornalista e publicitário, com mais de 30 anos de atividade, principalmente em Blumenau, já com fama internacional.
Mas, voltemos ao Bistrô. As melhores bebidas do mundo (com sua vitrina,
conforme o Aurélio, belíssima) entre whisky, vodka, conhaque, gin, rum,
vinho, cachaça, cerveja, chopp - claro e escuro - e coquetéis esfumaçantes;
os petiscos de primeira linha, com patês, queijos, frutos do mar, a tábua de
frios, os pratos da culinária japonesa, as comidas típicas, entre outros. O
ambiente e seus freqüentadores, da mais alta qualidade e, ao piano,
apresentações dos melhores músicos do país e do exterior, com uma canja do
Horácio que, de atabaque em punho, proporciona horas de lazer e
entretenimento, só encontrado, normalmente, em grandes centros. E um detalhe
muito importante: é o único bar do mundo que tem um Onbardsman. Eu
recomendo... com muita tranqüilidade."
Este meu texto foi publicado na Gazeta Mercantil, em 20 de maio de 1997, na seção 'Eu recomendo...', com o título Bistrô 69. Depois, o Horácio montou um bar em Joinville, Aldeia Universal, no Shopping Müller, e que se transformou no point das cabeças pensantes da maior cidade de Santa Catarina. A Aldeia foi inaugurada numa segunda-feira, pois na opinião do Horácio "só os profissionais saem às segundas". Eu acompanhei tudo isso, em especial a Aldeia Universal, onde fui colaborador do Horácio, com muita honra... e muito chope, claro (e escuro, também!). Recentemente, Horácio fez algumas transformações no seu Bistrô 69, transformando-o no Botequim Colonial. Mas sua clientela, seu atendimento e, em especial, sua presença em cena, em nada ficava devendo para os áureos tempos de Bistrô 69 e da Aldeia Universal.
( Ao meu lado, Horácio com a boca na botija, digo, na caneca )
Algumas tiradas do Horácio que me ocorrem no momento, e que traduzem bem o seu humor refinado, sua alegria de viver, sempre etilicamente correto:
* 'Vamos beber pra não comer de estomago vazio.'
* 'Quando você chega tarde em casa e a mulher não diz nada, já é tarde.'
* 'No bar é que as pessoas se encontram para falar, derramar esperanças, lembrar do passado, devassar a vida.'
* 'Vivemos um tempo feliz para os botequins, as mulheres se liberando cada vez mais provocam uma interessante troca, cruza de experiências e opiniões. Numa mesa de bar pode-se resolver o mundo. Tem de remédio para hemorróidas a simpatia para criança que troca o dia pela noite.'
* 'O adultério é duas pessoas certas fazendo a coisa errada ou duas pessoas erradas fazendo a coisa certa?'
* 'O principal assunto numa mesa de bar? Mulher. E olha que Deus a fez de uma costela, se fosse de um filé mignon seria divina.'
CARO Horácio, onder estiveres, olhe por nós... e meta algumas pra gelar, ok?
informa em edição 'voa canarinho (da terra), voa!'
Deu na imprensa (*)
Rodrigo Maia assumirá presidência do PFL
O presidente do PFL, Jorge Bornhausen (SC), anunciou na quinta-feira passada (22), durante reunião da Comissão Executiva Nacional na sede do partido em Brasília, que será substituído no cargo pelo deputado Rodrigo Maia (RJ).
"O deputado Rodrigo Maia representa a renovação e vai conduzir os democratas com talento, equilíbrio e competência", afirmou Bornhausen. "Este é o desejo de todos, o nome dele representa o consenso", complementou.
A convenção nacional extraordinária do PFL será no próximo dia 28 de março, em Brasília. Rodrigo Maia deverá encabeçar chapa única da nova Executiva pefelista, afirma o site do partido.
Pitaco do editor: O PFL não é aquele partido que recentemente mudou o nome para PD, e que no futuro quer ser conhecido apenas como D?
Outra coisa: Rodrigo Maia... renovação? Fala sério!
O PFL, ôps, o PD, ôps, o D, tem, convenhamos, um ponto positivo. Está realmente com novos nomes. Os sobrenomes é que são antigos... Bornhausen, Maia, Magalhães e outros menos votados!
- Como vocês gostariam tirar férias este ano? Desta forma?
Ou desta?
Então, continuem jogando na Loteria... porque depois que o presiMENTE Lu//a empossou seu novos ministros, que irão ajudá-lo nas reformas da Previdência, da Reforma Agrária, da Segurança, da Educação, da Tributária, da ...etc, etc e tal..., a forma em que iremos de férias (se pudermos pagá-las) ... será esta:
- Hoje é sexta, amanhã é sábado
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar.
Como diz o Barão de Miracema * :
- Só vou parar de rir quando perder os dentes.
(*) Alter-ego do nosso editor Acir Vidal, amantíssimo
marido da professora Rita Vidal, a primeira-dama do blog.