1. Selecione o assunto que você quer comentar, e clique em 'Sapeca aqui'. Conforme o exemplo abaixo.
2. Abrirá uma janela onde você preencherá os campos: 'Seu nome', 'Seu e-mail' e, se você tiver sua própria 'homepage', poderá divulgá-la no campo: 'Seu site'. ‘Comentário’ Em seguida você deixa seu recado. Conforme o exemplo abaixo.
3.Agora clique em 'Salvar'.Em segundos, abrirá uma nova janela, agradecendo sua participação. Conforme o exemplo abaixo.
4. Aí, é só clicar em 'Fechar', e dar um F5 no seu computador. Seu comentário já estará registrado. Conforme o exemplo abaixo.
Seu comentário já estará processado.Clique, novamente, em 'Sapeca aqui', no blog... e confira!
O cara estava andando pela rua e viu uma placa dizendo: "Clínica Médica:
tratamos qualquer doença; resultado garantido ou seu dinheiro de volta
EM DOBRO". E pensou:
- Esses caras tão se achando espertos, vou enganá-los e ainda tirar uma grana.
Entrou na clínica, pagou a consulta e o médico o recebeu sorridente:
- Pois não, o que o traz até aqui?
- Doutor, estou aqui com um grande problema, perdi meu paladar, não
consigo sentir mais o gosto de nada; água, café, feijão, arroz, tem tudo
a mesma falta de gosto.
E o médico:
- Ah, pois não. Enfermeira, por favor o pote número 13."
E veio o pote cheio de merda; o médico encheu uma colher e enfiou na
boca do paciente.
- O que é isso? O senhor me deu merda?!! Tá doido?
E o médico imediatamente:
- Pronto, recuperou seu paladar, está curado!!
O cara saiu puto da vida pensado:
- Desgraçado, me pegou dessa vez; mas agora tenho que recuperar minha
grana. Dessa vez vou meter uma infalível
Uns dias depois entrou na clínica, pagou novamente a consulta e....
- Ora, ora, o senhor aqui de novo?!
E o paciente:
- Como assim, de novo? Quem é o senhor, quem sou eu? Perdi minha
memória. O que estou fazendo aqui?
O médico sem pestanejar:
- Ah, pois não, enfermeira, o pote 13.
- O pote 13 de novo não!!!
- Maravilha, recuperou a memória, está curado!!!
E o cara, puto da vida:
- Mas que filho-da-puta!!! Levou meu dinheiro de novo. Não é possível!!!
Dessa vez não vou dar chance...
Uma semana depois, tava ele de novo:
-Mas vejam só, o senhor novamente!!! Em que posso ajudá-lo dessa vez?
- Pois é doutor, estou acabado dessa vez, perdi o tesão. Não tenho mais
vontade de comer ninguém. Vejo a Luise Alhtenhofen, a Carla Perez, a
dançarina do Latino e nada... não tenho mais vontade nenhuma...
O médico pensou um pouco e solicitou:
- Enfermeira, o pote...
- Se vier com essa porra de pote 13 mais uma vez, vou foder você e
essa enfermeira filha-da-puta!!!!
- Pronto, recuperou seu tesão novamente, já está curado!!!"
Estamos então em Roma, e ainda na Bibli, a pícolla livraria do Trastevere. Paris ficou para trás: um Godard (le cinéma), de que falaremos depois; uma edição Gallimard-2006, de Les Fleurs du Mal, que reproduz na íntegra e em toda a sua criativa flânerie o basilar Baudelaire, de 1861; e uma edição 2006, também da Gallimard, dos Calligrammes, de Guillaume Apollinaire, que remete à edição de 1925, com aquele mais que erudito prefácio escrito por Michel Butor, em 1966. Paris para trás? Calma, que ela torna a reluzir logo à frente. Mas agora, Apollinaire é a bola da vez com sua Poesie - naquela edição ítalo-francesa citada em minha coluna anterior.
"Solar e olímpico", define o prefaciador de Poesie, Enrico Guaraldo: "Apollinaire gostava de que o acreditassem um mágico e dizia saber ler nas dobras e artérias do coração humano. Para os surrealistas, era um campeão da poesia-acontecimento. (...) Bem poucos souberam cantar as incertezas da vida como ele: a vida que escorre no minuto presente e na impressão que se desfaz. Diletante, tinha orgulho de sua formação distante da cultura acadêmica e oficial".
Como companheiros da aventura no mundo das letras, Apollinaire tinha alguns neosimbolistas - olhados com certa desconfiança dada a sua obscuridade - ou certos pintores e literatos de vanguarda, como Picasso e o poeta francês Max Jacob (1876-1944), um dos iniciadores da poesia moderna. De ascendência judia, Jacob foi deportado em 1944 para o campo de concentração de Drancy, onde morre dias antes daquele em que deveria ser libertado, graças à intervenção do poeta-pintor-cineasta Jean Cocteau. Max Jacob, Picasso e sua entourage viviam em Paris um pouco de sua própria condição de marginais do stablishment cultural. Apollinaire tentava impor-se e reencontrar entre eles a amizade de boêmios e solitários.
Por negar a escrita automática, bandeira do Surrealismo, Apollinaire não aceita o novo movimento. E o que era o automatismo, senão um total desprezo pela forma? No panorama poético do século XX, ele se distingue por uma ausência de "solidão interior": o outro está sempre presente, mesmo aqueloutro que se agiganta na sombra e não tem vulto, que o poeta respeita e teme, seu próprio e anônimo destinatário. Compreendemos assim sua simpatia pelo Cubismo, que é todo forma e movimento: o objeto faz-se forma e torna-se somente um problema de volume.
"Quem denominou de Cubismo, o primeiro a dizer essa palavra, não sei bem, mas acho que foi Guillaume Apollinaire", disse um dia Gertrude Stein. Em Everybody´s Biography, conta a escritora norte-americana - naquele falar característico, com seu registro fundado de tal forma sobre o coloquial que prescinde de pontuação, como no excelente traduzir do poeta mineiro Júlio Castañon Guimarães: "Picasso havia concebido a produção em série exatamente como estavam fazendo na América. Foi quando chamou Guillaume Apollinaire e Max Jacob. Dizia Picasso que cada um dos poetas tinha que escrever um poema por dia do mesmo modo que ele tinha que pintar um quadro por dia e se cada um escrevesse um poema por dia e ele pintasse um quadro por dia haveria tal acúmulo que fatalmente forçaria um mercado para poemas e para quadros e isto é o que aconteceria. Todos os dias disse ele eles tinham que levar seus poemas e é claro ele deveria ter um quadro pronto para lhes mostrar e ele tinha e eles tinham. Certamente eles não fizeram tantos poemas mas ele fez mesmo um quadro por dia".
Apollinaire não fez um poema por dia, como obras Picasso a cada aurora fazia. Cada qual com seu cada qual. E, no fundo, meio que igual. O pintor tinha uma queda pela "poesia" (e chegou a cometer "alguns versos frouxos", apud Stein) e gostava da proximidade dos poetas. O poeta se dizia também "pintor", e por que não? Desde cedo, Apollinaire mostrou-se interessado pelos caracteres cuneiformes e pelos ideogramas chineses, além de sensibilizado pela beleza dos velhos livros da Idade Média e do Renascimento. E foi isso que lhe permitiu perceber o que havia de decisivo na flagrante introdução de letras e palavras nos quadros cubistas - e a interpretá-los no contexto da revolução cultural que se esboçava.
Influenciado pelo Cubismo, Apollinaire coloca o problema da espacialidade da escritura e tenta resolvê-lo nos Caligrammes. E isso já não é, de certa forma, uma solução? Talvez mais oculta, mas sem dúvida mais incisiva: conferir à palavra uma projeção face ao mundo exterior, numa seca recusa de subjetividade. O novo lirismo precisa do mundo exterior, porque precisa de aventura. Apollinaire é desde logo tomado de curiosidade pelo nascer dos mass-media e pela linguagem que eles trazem. Não nos esqueçamos de sua paixão pelo cinema e pelos roteiros cinematográficos: a velocidade com que se forma e se desfaz uma imagem em seus poemas, ou a complexa perspectiva que neles encontramos mostram quanto ele privilegia, escrevendo, o momento da "intenção", da passagem do autor ao leitor, ou a perfeita recepção por parte deste último. Os mais importantes momentos de sua poética - particularmente nos livros Alcools e Calligrammes - foram construídos com uma técnica que remete à montagem cinematográfica.
Quanto aos Calligrammes, diz o próprio poeta: "eles representam uma idealização da poesia verso-librista e uma necessidade tipográfica na época em que a própria tipografia termina brilhantemente sua carreira, na aurora dos novos meios de reprodução que são o cinema e o fonógrafo". Um profético Apollinaire, que foi um dos primeiros a compreender poeticamente que uma revolução cultural estava contida na aparição dos novos meios de reprodução e de transmissão. Que o fonógrafo, o telefone, o rádio e o cinema eram meios de conservar e difundir a linguagem ou a história sem passar pelo "meio escrita". E que isso obrigava o poeta e ao leitor a se posicionar sobre a escrita com um outro olhar e a se interrogar sob um novo ponto de vista acerca desse objeto fundamental de nossa civilização que é o livro.
"A enorme importância que tomou a ilustração nos últimos anos", dizia Michel Butor, em 1966, "nos obriga naturalmente a deter nosso olhar sobre a página, mas é preciso dizer que as relações entre imagem e texto são geralmente comandadas pelo mais grosseiro empirismo. Exemplo disso encontra-se até mesmo em grandes jornais, que simplemente se contentam em deixar suas páginas ser invadidas por anúncios publicitários que eles não conseguem controlar".
As experiências de espacialização efetuadas nos Calligrammes - como em um de seus títulos, "Eu também sou pintor" - representam uma resposta poética à invasão de letras e palavras na pintura cubista. É ali que vemos como, não por acaso, Apollinaire divide seu livro em exatas seis seções de tamanho relativamente igual, com páginas de entretítulos que lhe dão uma respiração, um ritmo, segundo um ordenamento geral cronológico. Cada uma tendo sua cor particular, mas estando estreitamente ligada às outras seções pela retomada de temas e de formas similares. São as seis faces de um cubo: et voilà! O espaço acabou, e Ferlinghetti não pintou. Perdão, "poetou" nestas plagas. Fica pra próxima, se próxima houver. Há etc etc.
As manchetes dos jornais não se interessam pela virtude,
nem pelo bom comportamento. É por isso que esses senhores
roubam, matam e esfolam - só para aparecerem.
( Evilmardyson Lino da Silva, cabanheiro em Japi - RN )
No meio de fevereiro, a empresa Ticketronics foi escolhida, em meio a uma maracutaia descarada para vender os ingressos do Pan-2007, no Rio. Seu dono é Alexandre Accioly. O empresário também detém parte da agência de marketing esportivo Give Me 5, que tem como sócio o diretor técnico do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Marcus Vinícius Freire.
Como dizia o genial Stanislaw Ponte Preta ( Sérgio Porto):
- Ou todos nos locupletamos ou restaure-se a moralidade.
Ministro, Gilberto Gil diz que não consegue compor.
O ministro da Cultura fez declaração na Espanha, onde faz shows nos próximos dias.
E anunciou que turnê vai seguir para os Estados Unidos.
É comum as pessoas aqui em Vitória (ES) me perguntarem:
- Acir Vidal , você que é "metido a saber das coisas",
o Gilberto Gil é mesmo ministro da Cultura, ou em causa própria?
Um homem caminhava por uma praia da Califórnia e tropeçou numa velha lâmpada. Então, ele pegou a lâmpada, esfregou-a e um gênio soltou dela, e disse:
-OK, você me libertou da lâmpada! Blá...blá...blá!!!Esta é a quarta vez este mês, e eu estou de saco cheio destes pedidos. Então, você pode esquecer aquela estória de três desejos e tal... Você tem direito somente a um desejo, e fim de papo!
O homem sentou-se e pensou por um instante! Depois, disse:
Eu sempre quis ir para o Havaí, mas tenho um medo danado de voar, e no mar costumo ficar enjoado. Você poderia construir uma ponte até lá para que eu pudesse ir dirigindo? O gênio riu muito e disse:
Impossível! Pense na logística do assunto... Como as colunas de sustentação alcançariam o fundo do Oceano Pacífico? Pense em quanto concreto, quanto aço teria que ser usado numa ponte desse tamanho! Daria uma puta mão-de-obra! Isso está fora de cogitação! De jeito nenhum! Ponte, não dá! Pense em outro desejo.
O pobre homem concordou, e tentou pensar em um desejo realmente bom. Depois de um tempo pensando, exclamou para o gênio:
Fui casado e já me divorcie quatro vezes. Minhas ex-mulheres disseram que eu não me importava com elas, e que sou um insensível. Então, meu desejo é que eu possa entender as mulheres! Saber como elas se sentem por dentro, e o que estão pensando, quando falam com a gente... Saber por que ficam emburradas por qualquer bobagem, saber por que elas choram por qualquer coisa, saber por que gastam dinheiro com tantas futilidades, saber o que elas realmente querem quando não dizem nada... Enfim, saber como faze-las realmente felizes...
E o gênio retrucando:
- Você quer a porra da ponte com duas ou quatro pistas?
Desde que Gutenberg inventou a imprensa, mais dia, menos dia, todo jornal que se preze, comete uma "barriga", nome que se dá aos erros de redação, revisão ou impressão. Nenhum jornal está imune, seja grande ou nanico, famoso ou anônimo, de capital ou interior. Certa vez, o inventor do moderno colunismo social brasileiro, Manoel Bernardes Müller, Maneco Müller para os amigos , cujo pseudônimo famoso, inspirado em um personagem de Eça de Queiroz, era Jacinto de Thormes, publicou em sua coluna uma foto imensa com três senhoras da alta sociedade carioca. Embaixo, no lugar da legenda, saiu a seguinte pérola:"atenção oficina, os nomes das três bruxas estão no verso da folha". O "Estado de Minas" fez pior, estampando sobre o retrato do arcebispo de Belo Horizonte, a seguinte informação: "Estado lamentável em que ficou a traseira do carro depois do acidente". E um jornal capixaba, "Sete Dias", noticiou anos atrás a inauguração simultânea de dois prédios. O título da reportagem seria "Vitória cresce para o céu", só que o revisor cochilou e a palavra"céu", pasmem, sai sem a letra do meio! Mas há também as notícias mal elaboradas, ridículas até, e essas são as melhores, porque não nascem do acaso ou da displicência e sim da genuína, autêntica, inimitável caipirice do gênero humano. Nota da coluna social de"O Marmelense", de Marmelo do Sul (ES): "Registramos com prazer o noivado do gentil casal Jandir Serra Pinto e Marta Q. Komeh". No "Granma", órgão oficial do PC cubano: "Morre no Brasil o revolucionário Carlos Lamarca, friamente assassinado 'horas depois' de receber três tiros 'no centro do coração". Anúncio de canto de página no jornal paranaense "O Liberal": "A viúva do senhor João Amado avisa que já tirou a roupa de luto e está dando de graça para quem quiser". Editorial do extinto "Correio do Sul"a respeito do centenário de nascimento de um líder político: "... e como interventor, depois de muito esforço, suor e lágrima, o coronel Tamarindo foi o primeiro político a dar luz nos pampas gaúchos!".
Se você, antenado leitornauta, (copirraite Curt Nees) ,
tiver mais algumas dessas estorinhas, mande pra gente, ok?
- Eu já tinha isto esse "cara" falar, mas nunca o tinha visto lendo!
Vi outro dia. Me deu a nítida impressão de que lia as frases com
extemo cuidado, com medo de não cair do alto de uma delas.
Como o VOSSO presiMENTE..
Em São Paulo, faleceu hoje, Luiz Chaves, o extraordinário
contrabaixista do Zimbo Trio, do qual se desligou havia três anos.
Luiz Chaves, 76 anos, sofria do Mal de Alzheimer.
A música instrumental brasileira, sem nenhum espaço na mídia,
ficou muito, muito, mais muito mais pobre ainda.
( Dê um "Ctrl F5" aqui para visualizar o new look do nosso herói)
O blog/site/qualquercoisa - http://www.coisasdohoracio.com.br - sob a batuta do CARO Horácio Júnior (enquanto o Sênior discute com sua diverticulite) já está no ar. Sua paralização, nos últimos dias, se deu em função das muitas atividades momescas do Júnior, já que o mesmo é músico e estava animando geral nas praias da bela e Santa Catarina. Agora tudo volta ao normal.
E já,já, pelas suas informações, volta o CARO Horácio, com tudo em cima.
- Quem diz que não há nada de novo debaixo do sol, porque não viu as rainhas das escolas de samba do Rio de Janeiro, exceto a Preta Gil, da minha Mangueira, a filha do Gilberto Gil, o ministro da "cultura em causa própria".
( Fumaça, biriteiro/filósofo da Praia do Canto, Vitória - ES )
- Basta saber algumas línguas, e ler o livro sagrado
de algumas religiões, pra verificar que só existe
um Deus, que deu a cada país seu próprio profeta
- sempre um péssimo tradutor.
O indivíduo chega em casa de mansinho, e olhando pelo buraco da
fechadura do quarto, vê mulher dele na cama com outro...
Tirou o revólver da cintura, armou o gatilho, e então já ia entrando no
quarto e metendo bala nos dois, quando parou pra pensa,r e foi percebendo
como a sua vida de casado havia melhorado nos últimos tempos.
A esposa já não pedia dinheiro pra nada, nem para comprar vestidos, jóias e
sapatos, apesar de todos os dias aparecer com um vestido novo, uma jóia
nova ou uma sandalinha da moda. Os meninos mudaram na escola pública
do bairro para um cursinho superchique, na Zona Sul. Sem contar que a mulher
trocou de carro, apesar dele estar há quatro anos sem aumento, e ter cortado a
mesada dela. E o supermercado então, nem se fala, eles nunca tiveram tanta
fartura quanto nos últimos meses. E as contas de luz, água, telefone, internet,
celular e cartão de crédito, fazia tempo que ele nem ouvia falar deles.
E a mulher era mesmo um avião, uma mistura de Tiazinha com Vera
Fisher, temperada no caldo da Feiticeira. Coisa de louco. Guardou a arma na
cintura e foi saindo devagar, para não atrapalhar os dois. Parou na porta da sala,
e disse pra si mesmo: - O cara paga o aluguel, o supermercado, a escola das crianças,
as contas da casa, o carro, o shopping, todas as despesa,s e eu ainda vou pra cama
com ela todos os dias... E fechando a porta atrás de si, concluiu:
Enquanto isso, no patropi... É desanimador ouvir a autoridade (ir)responsável espalhar candidamente aos quatro ventos inverdades criadas para surtir efeito no exterior, enquanto no cenário doméstico as coisas vão como sabemos. Tremo cada vez que uma autoridade vai aos meios de comunicação e faz declarações sobre assuntos dos quais não entende absolutamente nada. Os erros do passado vão se repetindo, coisa até normal em um país que não tem memória, erros que, pelo atraso que ocasionam, passam a ter um peso considerável na formação do custo Brasil. Tome-se, não ao acaso, o drama das viagens aéreas, que vão complicando a vida dos brasileiros e do País desde o infeliz choque dos aviões. Lembram do que, a propósito, disse aquela senhora, cuja expressão permanentemente angustiada me recorda uma foca aflita, que comanda o Planalto? "Esse é um problema de fácil solução", ou coisa equivalente. E depois? Nada! O caos só faz se estabilizar. E ninguém cobra a tal solução fácil. Isso é só um exemplo do que vem acontecendo. Também o caso da China, reconhecida como país com economia de mercado e que agora inunda nosso Brasil com bugigangas que já começaram a provocar o fechamento de indústrias e de postos de trabalho, liberando gente súbita e irremediavelmente desempregada que vai engrossar as hordas de camelôs e perueiros, pois precisam ganhar alguma coisa para sustentar suas famílias e as opções mais rápidas são exatamente o comércio e os transportes, que não demandam nem especialização dispendiosa nem longo tempo para formação. Sem falar naqueles que vão simplesmente para a marginalidade anti-social. "Fome Zero" com três refeições por dia, temo que só exista nos presídios, onde os detentos, mesmo os mais perigosos, aguardam, bem alimentados e protegidos por um Código Penal feito para eles, o momento de serem libertados após cumprirem 1/6 de suas penas para retomarem suas atividades habituais. E o Nosso Grande Líder, enquanto repousa (ufa, ufa, como estou cansado!) entre duas viagens, demonstra estar convencido, e papagueia essa desmesurada tolice para os quatro cantos do mundo, de que os responsáveis por tudo o que de mau acontece por estas plagas são os 190 milhões de brasileiros, perigoso contingente que, entre tanta coisa má que produz, além de reelegê-lo, vê inerme como os herbívoros da savana africana os predadores, dimenores e dimaiores, matar e estuprar o rebanho. E esses 190 milhões, em um patológico círculo sem fim, novamente elegem governantes corruptos, incompetentes e totalmente desinteressados e despreparados para enfrentar os problemas que eles próprios, se não os criaram, ampliam consistentemente, em obediência à Lei de Murphy, que parecer ser a única que funciona perfeitamente entre nós. E esse mesmo contingente ainda sofre o vexame de se ver responsabilizados pelo primeiro mandatário pela esbórnia social em que se transformou o Brasil. Pensando bem, acho que é mesmo responsável. Benito Mussolini certa vez, ao lhe perguntarem se era difícil governar a Itália, teve pelo menos a sinceridade de responder: "Difícil? Não. É inútil!". Aqui acham que é fácil, e veja só. É, caro Acir, cada vez mais me convenço de que nascer no Brasil, tornou-se um carma dos mais pesados.
(*) Henrique Morais, escritor muito p* da vida,
despacha da Ilha do Governador, Rio - RJ.
(*) Política adotada pelo então presidente americano, o caçador
e caubói, Theodor Roosevelt, entre 1901 a 1910, que tinha
como lema: "fale baixo, mas leve sempre um porrete junto".
Essa bagaça, Preta Gil, se não fosse filha do Gilberto Gil,
ministro em causa própria, seria a "rainha da bateria" da Mangueira,
escola que descartou no seu último desfile a grande Beth Carvalho e o genial Nelson Sargento? Fala sério, gente!
"OK: Ungaretti, Apollinaire, Ferlinghetti" . Esta a anotação que fiz à margem do entretítulo "Trastevere" - ainda do livro "Roma", do português António Mega Ferreira. Um ítalo-egípicio, um ítalo-russo, um ítalo-americano. È viva L´Itália! Três grandes poetas de minha predileção, reencontrados na livraria recomendada por Mega, no pitoresco bairro romano - a Bibli (via Fienaroli, 28), na verdade uma pequena casa de cultura com o melhor café expresso de Roma. Vamos dizer, do Trastevere. Vamos dizer melhor, da pìcolla via Fienaroli. Há controvérsias, mas não vamos dizer mais nada, pois já está de bom tamanho. Mesmo porque, o da Bibli é o único café que se pode encontrar na estreitíssima via romana. Me ritrovai per uma selva oscura/chè la diritta via era smarrita. Não há como esquecer Dante, quando sentimos perdida a verdadeira via. Mas acha-se aqui a via Fienaroli & Ungaretti & Apollinaire & Ferlinghetti.
Giuseppe Ungaretti nasceu quase por acaso no Egito (Alexandria, 10.02.1888). Seus pais, Antonio e Maria Lunardini, vindos das cercanias de Lucca, na Itália, ali foram parar porque o operário Antonio trabalhava nas escavações do Canal de Suez. O jovem Ungaretti estuda na Escola Suíça Jacot e, em 1906, passa a freqüentar a "Barraca Vermelha", organização anarquista internacional. Em 1912 deixa o Egito, passa pela Itália e chega a Paris, onde continua seus estudos na Sorbonne e tem aulas com Bergson, no Collège de France. Conhece Apollinaire e artistas de vanguarda como Picasso, Braque, Léger, De Chirico, Modigliani e o poeta Blaise Cendrars. Em 1915, volta à Itália, e luta como voluntário na primeira guerra mundial. Em 1916, é lançado em Udine seu livro de poemas, Il porto sepolto, com edição de 80 exemplares numerados.
Em 1918, finda a guerra, Ungaretti volta a morar em Paris, onde no ano seguinte publica em francês a plaquete La Guerre, e meses depois Allegria di naufragi. A partir de 1920, trabalha em Roma, no Ministério do Exterior. O poeta publica em 1923 uma edição de Porto Sepolto, compreendendo os poemas de Allegria di naufragi e também seus poemas de iniciação, reunidos em Sentimento del Tiempo. Em 1931, republica seu primeiro livro, agora com o título definitivo, L´Allegria. A convite da USP - Universidade de São Paulo, assume a cátedra de Língua e Literatura Italiana, e vive no Brasil até 1942. De volta à Itália, inicia a publicação de todos os seus poemas pela Editora Mondadori, com o título de Vita d´un uomo.
É este o título do livro que encontrei na Bibli, em sua 14ª. edição, copyrightMondadori (a primeira edição é de 1966). Claro, com o acréscimo de inúmeros outros poemas, abrangendo o período que vai de 1914 a 1960 (o poeta morreu em 1970). Interessante o fato de Ungaretti ter conhecido Apollinaire em Paris e, mais ainda, Blaise Cendrars. O que nos permite a ousadia de um link de um "séculoceano" Paris-Cataguases. Cendrars não chegou aqui em Catá. Mas de Belo Horizonte, acompanhado por modernistas de São Paulo, soube dos Verdes meninos de cá. E logo mandou de lá, do Rio, datado de 9-11-927, o poema Aux jeunes gens de Catacazes ("così comme ça"), imediatamente publicado na Revista Verde: Tango vient de tanguer/ Et jazz vient de jaser/ Qui importe l´etymologie/ Si ce petit klaxon m´amuse?
Olha que a lembrança de Cendrars quase me faz esquecer de Ungaretti. Em texto reproduzido na contracapa de Vita d´um uomo, diz o grande filólogo e crítico literário italiano Gianfranco Contini: "é preciso reconhecer que o único inovador no quadro dos poetas modernos foi certamente Ungaretti. Assim, podemos dizer que todos nós somos, ou fomos, nascidos sob a capa de Ungaretti". Mas um poeta se faz com poemas. Por exemplo, com a grandeza e o minimalismo de um poema como este Universo, um quase-haicai escrito no front em 1916: Col mare/me sonno fatto/una bara/di freschezza. Arrisco aqui um tradução:
Universo
Com o mar
construí
meu ataúde
de frescor.
Filho natural de uma polaca de ascendência russa, Guglielmo Alberto Wladimiro Apollinaire de Kostrowitzky, nasce em Roma, em 1880, e morre em Paris, 1918, acometido pela febre espanhola - ele que sobrevivera a um sério ferimento na cabeça durante a primeira guerra, onde lutou como voluntário, à semelhança de Ungaretti. A partir dos 17 anos, quando começa a escrever, o poeta adota o nome de Guillaume Apollinaire, com o qual passaria à história da poesia moderna. Uma vida curta, mas plena de poemas e amores e aventuras a mais não poder, principalmente quando fixa residência em Paris, em 1902, e se torna amigo de Picassoet tout le monde. Um bastardo sem complexo, alegre, espirituoso, inventando ascendentes que lhe dão prestígio, um gozador que se dizia filho de um alto prelado da Igreja.
Na contracapa do livro italiano (testo francese a fronte) comprado na Bibli ( "Guillaume Apollinaire - Poesie" , BUR-Biblioteca Universale Rizzoli, 2001), escreve André Breton: "Apollinaire era um grande personagem, como nunca mais se viu depois dele. Meio "no mundo da lua", é verdade. Era o lirismo feito pessoa. O campeão da poesia-acontecimento. Um apóstolo daquela poética que requer de cada novo poema que seja uma revolução total na capacidade de seu autor, que se aventure por fora de caminhos já percorridos, abandonando as conquistas precedentes".
O texto de Breton é maior que isto, mas isto basta para situar a importância de Apollinaire. Se querem mais, fiquem com este pequeno trecho de um texto daqueles altissonantes como só os italianos são capazes: "I versi del piú fantasioso, del piú colorato, del piú incantevole poeta di nostro secolo nella traduzione di uno dei maggiori poeti italiani di oggi, Giorgio Caproni". Nem precisa passar para a nossa língua pátria, né mesmo? A tradução de Caproni é muito bem urdida, até onde meu italiano alcança. Falha nossa: nada sei de Giorgio Caproni, esse que é "um dos maiores poetas italianos de hoje".
Deixo com vocês uma pequena mostra da inventividade da poética de Apollinaire, este L´Avenir, escrito nas trincheiras em março de 1916: "Soulevons la paille/Regardons la neige/ Écrivons des lettres/ Attendons des ordres//Fumons la pipe/En songeant à l´amour/Les gabions sont là/ Regardons la rose//.../Regardons l´abeille/ Et ne songeons pas a l´avenir//Regardons nos mains/ Qui sont la neige/ La rose et l´abeille/ Ainsi que l´avenir". As mãos do poeta não puderam conter o trágico futuro, esse amanhã que se apagaria menos de dois anos depois. Gertrude Stein (olha ela aí!) registra: "Paris estava mudada. Guillaume Apollinaire tinha morrido".
Aguardem o poeta-beat Ferlinghetti: doutor em poesia pela Sorbonne.
Há controvérsias?
(*) Ronaldo Werneck, jornalista e poeta, é mineiro de Cataguases.
No choperia Saideira, na Praia do Canto, o melhor chope de Vitória - ES :
- Se você quiser conhecer a cabeça de um político brasileiro, não tem que
procurar psicólogo, muito menos filósofo, mas unicamente um arqueólogo,
pois a imaginação dele - o político - está muito, mas muito lá atrás
nos tempos imemoriais.
( Fumaça, biriteiro e folião-mor, da Praia do Canto, Vitória - ES )
Ontem em Brasília, protesto político, no famoso Bloco do Pacotão *.
(*) Foi no Clube da Imprensa, em Brasília, o palco da criação de uma manifestação cultural que se transformou num dos cartões postais de Brasília. Em abril de 1977, o regime militar, comandado pelo general Ernesto Geisel, daria uma das últimas demonstrações de força. Enfrentando dificuldades políticas para conseguir fazer o Congresso aprovar sua draconiana reforma do Poder Judiciário, o governo recorria ao ditatorial AI-5 para fechar o Congresso e instituir um conjunto de medidas discricionárias destinadas a alterar as regras eleitorais, como a criação dos senadores biônicos e das eleições indiretas para os governos estaduais, e promover reformas na estrutura do Judiciário. Essas medidas ficaram conhecidas como o "Pacto de Abril". Apesar do susto inicial, o ¿Pacote de Abril" não foi capaz de conter o crescente descontentamento com a ditadura e logo virou motivo de piada entre os brasileiros. Numa tarde qualquer de um sábado de verão de 1978, um grupo de jornalistas jogava conversa fora numa mesa do bar do Clube da Imprensa, recheada de garrafas e mais garrafas de cerveja. No meio da conversa, alguém teve a idéia: vamos fundar um Bloco de Carnaval. Todos concordaram. Pronto. Surgia, aí, oficialmente, a Sociedade Armorial Patafísica Rusticana - O Pacotão.
Leia esse "classificado Telemar" (aquelas filipetas que o pessoal cola no interior dos orelhões oferecendo coisas como vagas para moça "de maior, soltera e dereita", e serviços sexuais de todo tipo).
Creio que sirva de subsídio para revitalizarmos e reapresentarmos aquela nossa nobre sugestão de projeto social - o "Cu a 1 Real" -, tão grosseira e inexplicavelmente rejeitada pela Rosinha Garotinho. (Quem sabe, agora, não convenha rebatizarmo-lo: "Cu a 1 Cabral"...)
O anúncio, encontrei-o anteontem à tarde, sexta "de carnaval" , colado num orelhão da Cinelândia. A filipeta mostrava, de costas, uma mulher meio matusquela, mas bundudíssima, nua da cintura para baixo e de joelhos sobre uma poltrona esfarrapada. Ao lado da foto, o seguinte texto:
GOSTOSA SAFADA
TUDO (c/ camisinha) - 50,00
CHUPO
c/ camisinha - 10,00
s/ camisinha - 20,00
s/ cuspir - 30,00
- É mole?
(*) Carlos Butti, dentista, professor da UFRJ (Universidade
Federal do Rio de Janeiro ), é morador do Leblon - Rio - RJ.
Vivemos ainda sob o impacto da onda de choque gerada pelo brutal assassinato que choca o País. Não vou comentar a redução da idade penal, embora ache que um adolescente que pode votar, dirigir veículo e gerar ou ter filhos tem idade suficiente para assumir as besteiras que faz, como se adulto fosse. O que desejo comentar são as manchetes, duas, dos jornais de hoje, que me dão vontade de, aproveitando o carnaval, botar fantasia de palhaço para ficar mais caracterizado como brasileiro:
- O Globo: "Criminalistas são contra a redução da idade..."
- Estadão: "Um dia vão querer punir até o feto", esta última do nosso Grande Líder.
Gente, todos temos nossas deformações profissionais, mas perguntar a um criminalista se é a favor de um endurecimento de penas é rematada tolice, digna de um Conselheiro Acácio. Já imaginaram um criminalista anunciar que é a favor de algo que vem contra os interesses de seus clientes potenciais, sejam culpados ou inocentes? Eu, se um dia precisasse de um, não iria contratar os serviços de um advogado que se declarasse em princípio contra seu cliente.
Quanto ao que disse Nosso Grande Líder, é apenas mais uma bobagem das muitas com que Ele nos brinda todos dias. Então o N.G.L. acha que os culpados são os 190 milhões de brasileiros, boa parte dos quais votou exatamente nele (para isso são suficientemente esclarecidos?). Ou seja, os criminosos, não importa sua idade, não têm culpa no cartório. A solução compatível com o tamanho dessa poderia ser realizar um sorteio entre os políticos de plantão ou cidadãos comuns para decidir a quem seria imputada a culpa. Esse, então, seria julgado e, se condenado, cumpriria a pena, enquanto a pobre vítima da sociedade seria devolvida às ruas no mesmo estado, de preferência com uma indenização igual à dos guerrilheiros, para continuar praticando seus crimes. Outra alternativa, seria amarrar uma imagem de Santo Antônio de cabeça para baixo, trancá-la em um armário e só libertá-la no dia em que o criminoso em questão se regenerasse. Fala sério!
(*) Henrique Morais, escritor, aguardando o resultado do
grande imbróglio nacional, na Ilha do Governador, Rio - RJ.